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PF prende suspeito de enviar 124 kg de cocaína do Porto de Santos para a França
Foto Polícia Federal / divulgação
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A Polícia Federal realizou, nesta terça-feira (10), a Operação Cousteau para investigar um esquema de tráfico transnacional de drogas que teria utilizado o Porto de Santos, no litoral de São Paulo, como ponto de envio da cocaína para a Europa.

A ação cumpre três mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Santos, na Baixada Santista, e Valinhos, no interior paulista. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos.

A investigação teve início em 26 de maio de 2022, quando autoridades da França apreenderam 124 quilos de cocaína escondidos no compartimento conhecido como “sea chest”, uma espécie de caixa de mar localizada no casco de navios. A embarcação havia passado anteriormente pelo Porto de Santos, apontado como o provável local onde a droga foi inserida.

A partir das apurações realizadas na Europa, investigadores identificaram possíveis envolvidos na logística do transporte da droga, incluindo brasileiros. Com base nas informações compartilhadas pelas autoridades francesas, foi instaurado em 2025 um inquérito policial para aprofundar as investigações sobre tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Durante o cumprimento dos mandados nesta terça-feira, um homem foi preso em Santos. Outros dois suspeitos seguem foragidos.

Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam que o grupo utilizava mergulhadores para inserir a droga no casco de navios cargueiros, método conhecido como “contaminação de casco”, permitindo que a cocaína fosse transportada clandestinamente para portos europeus.

Durante as buscas, policiais estiveram em uma residência localizada em um condomínio de luxo na cidade de Valinhos. No local foram apreendidos notebooks, celulares, joias, relógios e veículos de alto padrão. Todo o material será periciado para identificar outros possíveis integrantes do esquema criminoso.

Cerca de 40 agentes da Polícia Federal participaram da operação. De acordo com a corporação, um dos investigados já possui antecedentes e chegou a ser indiciado anteriormente em outro inquérito policial.

O nome da operação faz referência ao pesquisador francês Jacques-Yves Cousteau, conhecido mundialmente por seus estudos e explorações da vida marinha. A escolha simboliza a cooperação entre autoridades brasileiras e francesas na investigação do caso.

As investigações continuam para localizar os suspeitos foragidos e identificar outros possíveis envolvidos no esquema de tráfico internacional.

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