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Imagens desmente relato de roubo feito por delegado em São Paulo
Foto reprodução
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Um vídeo de câmera de segurança divulgado pelo portal Metrópoles contradiz a versão apresentada pelo delegado Armando de Oliveira Costa Filho sobre um suposto roubo ocorrido na madrugada de quinta-feira (5), no Butantã, zona oeste de São Paulo.

O delegado registrou boletim de ocorrência afirmando que foi abordado por três indivíduos enquanto dirigia com os vidros abertos. Segundo o relato, os suspeitos teriam tentado entrar no carro e, durante a ação, ele reagiu em legítima defesa, disparando a arma. Ainda de acordo com a versão apresentada, dois criminosos teriam entrado no veículo, entrado em luta corporal com ele e roubado uma pochete contendo documentos pessoais, cartões bancários, celular e a própria arma do agente.

As imagens de segurança, no entanto, mostram uma dinâmica diferente da descrita no boletim. O vídeo registra o momento em que o carro do delegado para na esquina da rua Pirajussara com a rua Catequese, no Butantã. Em seguida, duas mulheres se aproximam do veículo.

Uma delas vai até o lado do motorista. Logo depois, um disparo de arma de fogo é efetuado de dentro do carro em direção à mulher. Após o tiro, as pessoas que estavam na rua correm do local. O veículo permanece estacionado durante toda a gravação.

Policiais militares foram acionados para atender uma ocorrência de disparo de arma de fogo. Ao chegarem ao local, encontraram o carro do delegado destrancado. Uma análise inicial apontou que houve um disparo que atingiu a parte interna da porta do motorista. Como o veículo é blindado, o projétil não atravessou o vidro e ficou alojado no assoalho.

Durante o atendimento da ocorrência, o delegado compareceu ao local e apresentou sua versão aos policiais.

Após a divulgação das imagens, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a Corregedoria da Polícia Civil abriu um procedimento para apurar todas as circunstâncias do caso.

Em nota, a pasta afirmou que a instituição “não compactua com desvios de conduta por parte de seus agentes”. Paralelamente, o 51º Distrito Policial, no Rio Pequeno/Butantã, também segue investigando o suposto roubo.

O espaço segue aberto para manifestação.

Histórico de ocorrência semelhante

O delegado já foi vítima de outro assalto registrado anos antes. Em 2016, Armando de Oliveira Costa Filho relatou ter sido roubado por dois homens e duas travestis na região do Butantã, também na zona oeste da capital paulista.

Segundo informações da época, o delegado havia estacionado o carro na esquina da rua Salvador Garcia com a avenida Vital Brasil e foi a pé até uma padaria próxima. Ao retornar, percebeu danos nos vidros do veículo e, em seguida, foi surpreendido por quatro suspeitos, um deles armado.

Os criminosos levaram cartões bancários, cheques, documentos pessoais, o registro do porte de arma e a pistola Glock calibre 9 milímetros pertencente à Polícia Civil.

O caso foi registrado no 31º Distrito Policial, na Vila Carrão. Na ocasião, a Secretaria da Segurança Pública informou que diligências estavam sendo realizadas para identificar os autores.

Quem é o delegado

Armando de Oliveira Costa Filho é delegado de carreira da Polícia Civil do Estado de São Paulo. Ao longo da trajetória, atuou em diferentes áreas da corporação e participou de investigações de grande repercussão.

Um dos períodos mais conhecidos de sua carreira foi no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na capital paulista. O delegado integrou equipes que investigaram o assassinato do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, caso que ganhou grande repercussão nacional.

Mais recentemente, ele ocupou o cargo de delegado seccional de São José dos Campos, no interior de São Paulo, função ligada ao Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-1). Em 2025, houve mudança no comando da seccional e ele deixou a chefia após troca administrativa da Secretaria da Segurança Pública.

Atualmente, Armando de Oliveira Costa Filho permanece como delegado ativo da Polícia Civil paulista, embora a função específica que passou a exercer após deixar a seccional não tenha sido divulgada publicamente.

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