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Pep Guardiola costuma dizer que títulos se decidem nas oito rodadas finais, enquanto as oito iniciais mostram se o campeonato já começou “perdido”. A teoria não fecha diagnósticos, mas ajuda a entender o peso simbólico do início de uma temporada longa.
O Brasileirão de 2026 começou com surpresas. O campeão caiu diante de um rival instável – São Paulo 2 x 1 Flamengo – e um time tratado como promessa levou goleada de um clube-empresa em crise administrativa – Botafogo 4 x 0 Cruzeiro.
Ainda assim, a primeira rodada não autoriza sentenças. Tropeços iniciais não afastam candidatos ao título, assim como vitórias isoladas não garantem constância. O Brasileirão costuma cobrar mais a regularidade do que o impacto imediato.
São Paulo, Flamengo, Botafogo e Cruzeiro têm elenco e estrutura para reagir, assim como todos os outros. E nesse meio ainda está o Palmeiras, que empatou com o Atlético em jogo quente logo na estreia e nem por isso perdeu o status de postulante.
Por isso, a rodada inicial serve mais como uma espécie de alerta do que como um próprio diagnóstico. Ela não define destinos, mas lembra que pontos perdidos no começo costumam fazer falta quando o campeonato entra, de fato, na fase decisiva.
