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O caso que deixou um adolescente de 16 anos em coma profundo após uma briga envolvendo um chiclete, no Distrito Federal, trouxe à tona o histórico de violência de Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, agora investigado pela Polícia Civil do DF.

A agressão ocorreu em Vicente Pires e ganhou repercussão nacional pela gravidade das consequências. O adolescente sofreu traumatismo craniano grave, teve parada cardíaca e permanece internado na UTI em coma profundo, classificado no nível 3 da Escala de Glasgow, o mais grave da avaliação neurológica. Segundo a família, o quadro é crítico e há risco elevado de sequelas permanentes.

Um chiclete

De acordo com a investigação, Pedro Arthur Turra Basso estava dentro de um carro com amigos quando jogou um chiclete em um deles. O adolescente, que estava próximo, se irritou com a atitude e reagiu verbalmente. A discussão rapidamente saiu do controle.

Imagens registradas por testemunhas mostram o momento em que Pedro Arthur desce do veículo e parte para a agressão, atingindo o adolescente, que cai, bate a cabeça em um carro e continua sendo atacado por alguns instantes, mesmo diante de pedidos para que a violência cessasse.

Após a agressão, o adolescente passou mal, vomitou sangue e precisou ser socorrido às pressas. No hospital, exames confirmaram lesões cerebrais graves, incluindo o rompimento de uma artéria no cérebro.

Fiança e liberdade

Pedro Arthur Turra Basso foi preso em flagrante, mas acabou liberado após o pagamento de fiança de R$ 24,3 mil. Em depoimento à Polícia Civil, afirmou que não tinha intenção de machucar e alegou que tentava “apartar a briga”.

Após a repercussão do caso, ele também divulgou um vídeo pedindo desculpas. No entanto, a polícia destaca que as imagens analisadas contrariam essa versão, já que mostram a continuidade das agressões mesmo após alertas de terceiros.

Não foi isolado

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, o caso do chiclete não foi um episódio isolado. O nome de Pedro Arthur Turra Basso aparece em outros três registros policiais, todos envolvendo situações de violência:

  • Junho de 2025: acusado de fornecer bebida alcoólica a uma adolescente de 17 anos, que teria sido forçada a ingerir vodca durante uma confraternização;
  • Junho de 2025: registro de lesão corporal após agressão a um jovem em uma praça de Águas Claras;
  • Julho de 2025: agressão a um homem de 49 anos após uma briga de trânsito. Um vídeo mostra Pedro Arthur dando tapas no rosto da vítima em frente a um condomínio residencial.

De acordo com a polícia, alguns desses casos só avançaram recentemente após vítimas reconhecerem o agressor em reportagens relacionadas ao caso mais grave.

Atualmente, Pedro Arthur Turra Basso responde por lesão corporal de natureza gravíssima. A tipificação do crime pode ser reavaliada, conforme a evolução do quadro clínico da vítima e o andamento das investigações. A Polícia Civil também analisa a reincidência de comportamento violento, o que pode pesar nas decisões judiciais.

Enquanto isso, a família do adolescente segue em vigília, aguardando respostas médicas e cobrando justiça.

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