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A partir deste sábado (31), a Galeria Wega Nery, no saguão do Teatro Procópio Ferreira, em Guarujá, recebe uma exposição em homenagem a Mãe Catita, considerada a mais antiga representante das religiões afro-brasileiras no município. A mostra segue até terça-feira (3) e é promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura (Secult).
No espaço, o público poderá conhecer objetos pessoais da ialorixá, além de uma série de fotografias que retratam sua trajetória de fé, acolhimento e atuação comunitária. Mãe Catita chegou a Guarujá em 1939 e fundou, em 1956, a ‘Tenda Espírita Caboclo 7 Pedras Brancas’, no Jardim dos Pássaros, onde fixou raízes e marcou gerações.
A exposição também destaca sua liderança na tradicional Festa de Iemanjá, uma das maiores expressões culturais e religiosas da cidade. Segundo o secretário de Cultura, Marcelo Wallez, a mostra integra o plano de governo do prefeito Farid Madi, que visa ampliar os espaços para exposições e valorizar as artes locais.
Legado espiritual e cultural permanece vivo
Falecida em 29 de junho de 2013, Mãe Catita deixou um legado que segue vivo por meio de sua filha, Iracema Leite Santana (Mãe Cema de Oxum), e sua neta, Mayra Leite Santana (Mãe May de Oyá), atuais responsáveis pelo centro espiritual. Mayra destaca que sua avó ofereceu orientação espiritual a milhares de pessoas com empatia e amor ao próximo.
“A história de Mãe Catita é a história de Guarujá. Seu nome pertence ao presente e ao futuro de todos que acreditam na força do cuidado, da ancestralidade e da espiritualidade como instrumentos de transformação social”, afirma.
