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Um intenso ciclone mediterrâneo deixou um rastro de destruição no sul da Itália e colocou a Sicília no centro de uma das maiores crises climáticas recentes do país. Segundo balanços divulgados nas últimas 24 horas por autoridades regionais, os danos econômicos já se aproximam de 1 bilhão de euros, número que pode aumentar à medida que novas avaliações forem concluídas.

A costa leste da ilha foi a mais afetada, com destaque para a região de Catânia, onde ventos extremos, chuvas volumosas e fortes ressacas marítimas causaram alagamentos generalizados, deslizamentos de terra e danos severos à infraestrutura urbana e costeira. Estradas ficaram interditadas, imóveis foram invadidos pela água e áreas comerciais registraram prejuízos significativos.

O impacto também foi sentido em cidades turísticas como Taormina, Giardini Naxos e Messina, onde a força do mar danificou estruturas à beira-mar, portos e vias litorâneas. O setor agrícola sofreu perdas expressivas, com plantações destruídas e prejuízos diretos para produtores locais.

Diante da gravidade da situação, o governo regional decretou estado de emergência, medida que permite acelerar ações de resgate, assistência às famílias atingidas e o início dos trabalhos de reconstrução. A Defesa Civil segue mobilizada nas áreas mais críticas, atuando no atendimento à população e na contenção de novos riscos.

Apesar da dimensão dos danos materiais, até o momento não há confirmação oficial de mortes diretamente relacionadas à passagem do ciclone, resultado atribuído às ações preventivas e evacuações realizadas antes do pico do fenômeno.

Ondas de 12 metros

O ciclone começou a se formar no Mediterrâneo central no fim da semana passada e ganhou força rapidamente ao encontrar águas mais quentes e uma atmosfera instável. Entre os dias 20 e 21 de janeiro, o sistema avançou sobre o sul da Itália, atingindo a Sicília com maior intensidade.

Durante a passagem do fenômeno, foram registrados ventos superiores a 140 quilômetros por hora, chuvas intensas em curto espaço de tempo e ondas entre 10 e 12 metros, consideradas excepcionais para o Mediterrâneo. As ressacas marítimas invadiram áreas urbanas costeiras, provocando inundações repentinas e agravando o cenário de destruição.

Especialistas apontam que eventos desse tipo, conhecidos como ciclones mediterrâneos, tendem a se tornar mais frequentes e intensos, elevando o desafio de adaptação e prevenção em regiões costeiras do sul da Europa.

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