Depois de seis dias, milhares de passos e 240 km percorridos, a caminhada que começou quase de forma solitária pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) terminou neste sábado, 24 de janeiro de 2026, em Brasília, com uma grande mobilização que reuniu milhares de pessoas na capital federal.
A caminhada teve início na segunda-feira, 19 de janeiro, e ganhou força ao longo dos dias. O que começou como um gesto individual se transformou em um ato político de alcance nacional, acompanhado por apoiadores, parlamentares, órgãos de segurança e ampla cobertura da imprensa.
Todos os olhos no domingo
Após a chegada da caminhada a Brasília, apoiadores de Nikolas Ferreira e de outras lideranças políticas convocaram para este domingo (25) o ato batizado de “Acorda Brasil”, previsto para ocorrer na capital federal.
O evento foi divulgado nas redes sociais como uma continuidade simbólica da mobilização iniciada durante a caminhada de 240 km. A expectativa dos organizadores é reunir participantes em um novo momento de manifestação política, com discursos e presença de parlamentares aliados.
Autoridades de segurança acompanham a convocação do ato, que ocorre em um contexto de reforço no esquema de proteção dos prédios públicos e de monitoramento de grandes concentrações de pessoas em Brasília. Até o momento, o evento é tratado de forma preventiva pelos órgãos responsáveis, sem registro de incidentes.
Como funcionou a caminhada
O percurso foi dividido em etapas diárias, com caminhadas durante o dia e paradas para descanso à noite. Ao longo do trajeto, Nikolas manteve contato direto com apoiadores, fez breves discursos e protagonizou momentos que chamaram atenção pelo tom humano e emocional.
Um dos episódios mais comentados foi quando o deputado orou por uma criança doente, cena registrada em vídeo e amplamente compartilhada nas redes sociais. Esses momentos ajudaram a ampliar o alcance simbólico da caminhada, que passou a ser vista não apenas como um protesto político, mas também como um gesto pessoal e religioso.
Com o crescimento da mobilização, helicópteros passaram a acompanhar o grupo, tanto para monitoramento quanto para registros jornalísticos, especialmente nos últimos dias antes da chegada ao Distrito Federal.
Dia a dia
Dia 1 (19/01 – segunda-feira)
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Distância percorrida no dia: 30 km
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Total acumulado: 30 km
Dia 2 (20/01 – terça-feira)
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Distância percorrida no dia: 35 km
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Total acumulado: 65 km
Dia 3 (21/01 – quarta-feira)
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Distância percorrida no dia: 40 km
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Total acumulado: 105 km
Dia 4 (22/01 – quinta-feira)
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Distância percorrida no dia: 45 km
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Total acumulado: 150 km
Dia 5 (23/01 – sexta-feira)
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Distância percorrida no dia: 45 km
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Total acumulado: 195 km
Dia 6 (24/01 – sábado)
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Distância percorrida no dia: 45 km
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Total final acumulado: 240 km
Quem caminhou com Nikolas Ferreira
Ao longo dos seis dias de caminhada, Nikolas Ferreira passou a ser acompanhado por diversas lideranças políticas, em diferentes trechos do percurso, à medida que a mobilização crescia.
Entre os nomes que apareceram caminhando com Nikolas, registrados em vídeos, fotos e transmissões divulgadas nas redes sociais e repercutidas pela imprensa, estão:
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Gustavo Gayer (PL-GO), citado como um dos primeiros parlamentares a aderir publicamente à caminhada
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André Fernandes (PL-CE), que também se juntou nos primeiros dias
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Magno Malta (PL-ES), que participou mesmo com limitações físicas, chegando a acompanhar parte do trajeto em cadeira de rodas
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Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro, que caminhou ao lado de Nikolas em um dos trechos
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Cleitinho, senador por Minas Gerais, que também se juntou à mobilização
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Carlos Jordy (PL-RJ), que apareceu em registros divulgando marcos da caminhada
Outros parlamentares, lideranças religiosas, influenciadores digitais e apoiadores anônimos também participaram de trechos do percurso.
Um dos nomes que iniciou a caminhada, mas precisou desistir, foi Fernando Holiday, que interrompeu a participação após relatar dores no joelho e procurar atendimento médico.
Uso de colete
Na reta final da caminhada, já na chegada a Brasília neste sábado (24), Nikolas Ferreira passou a utilizar um colete à prova de balas. A informação foi registrada em imagens e vídeos divulgados nas redes sociais e repercutidos pela imprensa.
O uso do equipamento de proteção foi interpretado como uma medida preventiva, adotada diante do aumento da visibilidade da mobilização, do crescimento do público e do reforço do esquema de segurança na capital federal.
Oposição mudou o discurso
Nos primeiros dias, representantes da oposição minimizaram a caminhada, classificando o ato como esvaziado e sem relevância política. Com o crescimento do número de participantes e a ampla repercussão nas redes sociais e na imprensa, o tom mudou.
Parlamentares da oposição passaram a afirmar que a mobilização havia atingido proporções capazes de impactar o tráfego em rodovias federais, defendendo que a Polícia Rodoviária Federal deveria intervir para impedir a continuidade da marcha até Brasília.
A mudança de narrativa chamou atenção: o que inicialmente era tratado como irrelevante passou a ser descrito como um evento grande o suficiente para gerar preocupação institucional.
Palácio do Planalto
Com a chegada da caminhada neste sábado (24), o Palácio do Planalto teve o esquema de segurança reforçado. Grades foram instaladas no entorno do prédio e equipes extras passaram a atuar na Praça dos Três Poderes, em uma medida preventiva diante da expectativa de grande concentração de pessoas.
