A Prefeitura de Mongaguá, em parceria com a Polícia Militar Ambiental, realizou nesta quinta-feira (28) uma operação para combater ocupações irregulares e degradação ambiental no Morro da Vila Nova. A ação foi motivada por denúncias e resultou na demolição de uma construção desabitada que representava risco às residências vizinhas.
Relatórios do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e pareceres da Defesa Civil Estadual e Municipal apontam que a supressão da vegetação e a ocupação em encostas frágeis aumentam a probabilidade de deslizamentos, enchentes e até mortes em períodos de fortes chuvas.
A força-tarefa contou com equipes das Secretarias de Agricultura e Meio Ambiente, Defesa Civil, Habitação e Serviços Externos. O gestor da Defesa Civil, Francisco Henrique, destacou o caráter preventivo da operação: “Nosso compromisso é proteger o patrimônio natural e garantir a segurança da comunidade. Preservar o meio ambiente é preservar vidas.”
Segundo o gestor de Habitação, Fernando Felizi, as residências fiscalizadas estavam em áreas de risco e desocupadas. “Essa é uma ação socioambiental que garante a segurança da comunidade e protege o equilíbrio do nosso patrimônio natural.”
O secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Alexandre Barril, ressaltou os impactos do desmatamento no bioma da Mata Atlântica: “A fauna e a flora convivem em equilíbrio. Há espécies em risco de extinção e outras ainda não catalogadas. Cada ação de preservação é essencial.”
As fiscalizações na região da Cachoeira da Vila Nova foram intensificadas após as fortes chuvas de março de 2024, quando Mongaguá registrou mais de 350 mm em três dias. As sanções para irregularidades variam de notificações a multas que podem chegar a milhões de reais, além de prisão em casos mais graves.