A polícia, sob coordenação da ministra da Segurança Patricia Bullrich, afirma ter detido alguns suspeitos logo após o início das investigações sobre o ataque à caravana do presidente Javier Milei. O episódio ocorreu na última quarta-feira (27), em Lomas de Zamora, na região metropolitana de Buenos Aires, quando manifestantes lançaram pedras e garrafas contra a comitiva presidencial durante um ato de campanha.
De acordo com o Executivo, a identificação dos envolvidos representa um passo importante para que sejam responsabilizados criminalmente, e a possibilidade de uma denúncia penal já está em avaliação. Embora ninguém da comitiva tenha ficado ferido, o ataque forçou a suspensão imediata do ato e expôs a fragilidade da segurança em meio ao período eleitoral.
Testemunhas relataram que o tumulto começou quando um grupo de opositores se aproximou do comboio presidencial e passou a arremessar objetos, entre eles pedras e garrafas. A segurança reagiu rapidamente, cercando a área e conduzindo Milei para fora do local.
Ato de campanha em reduto peronista
A caravana fazia parte da estratégia eleitoral de Milei, que buscava demonstrar força em Lomas de Zamora, uma das regiões de maior peso político do peronismo. A poucos dias das eleições legislativas provinciais e nacionais, o presidente procurava reforçar o discurso de proximidade com a população e marcar presença em áreas tradicionalmente hostis ao seu governo.
A oposição não deixou passar o episódio. O governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, reagiu em evento público logo após os ataques, afirmando: “Milei, o povo já viu através de você: fraudador, mentiroso.” A fala intensificou ainda mais o clima de confronto político.
O silêncio sobre Karina
Durante o tumulto, Milei estava acompanhado de sua irmã e principal aliada política, Karina Milei, que ocupava cargo estratégico no governo e é apontada em gravações recentemente divulgadas em um suposto esquema de propinas. O presidente, até agora, não comentou publicamente o conteúdo das gravações, mantendo-se em silêncio mesmo diante da escalada de cobranças — e da presença direta de Karina no ato marcado pelas pedradas.