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Baixada Santista – A Polícia Civil apreendeu, nesta quarta-feira (4), o quinto adolescente suspeito de envolvimento na morte do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, em Santos, no litoral de São Paulo. O jovem, de 17 anos, foi localizado no bairro Aparecida e encaminhado à Fundação Casa de Guarujá.
Marcelo foi agredido e roubado na madrugada de 24 de outubro, após se afastar de um evento em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A família confirmou a morte cerebral do engenheiro após ele ser internado em decorrência das agressões.
Segundo a Polícia Civil, os investigadores identificaram o endereço do adolescente por meio de dados de uma conta de energia elétrica da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), vinculada à mãe dele.
No imóvel, os policiais encontraram o jovem acompanhado da mãe e cumpriram o mandado de internação provisória expedido pela Justiça. Após os procedimentos no 3º Distrito Policial (DP), ele foi encaminhado à unidade da Fundação Casa, onde ficará à disposição da Justiça.
Nove pessoas foram identificadas
Até o momento, a Polícia Civil identificou nove suspeitos de participação no crime: sete adolescentes e dois adultos.
Um dos adultos, apontado como responsável pela conta do TikTok utilizada para transmitir as agressões ao vivo, teve a prisão temporária decretada.
A investigação continua para localizar os demais envolvidos. Para os adolescentes ainda não encontrados, foram expedidos mandados de internação provisória. No caso dos adultos, há mandados de prisão temporária.
Outros quatro adolescentes foram apreendidos
As primeiras apreensões ocorreram em 27 de outubro, quando dois adolescentes, de 14 e 17 anos, foram localizados. No dia seguinte, um terceiro jovem foi apreendido.
Um dos adolescentes, de 17 anos, pratica boxe e é apontado como suspeito de ter dado o soco que derrubou Marcelo. Ele foi encontrado em Itariri, no litoral paulista, depois de fugir para a casa da avó.
Outro adolescente, de 16 anos, compareceu ao 3º DP de Santos acompanhado da mãe e confessou que estava no local do crime. Segundo informações divulgadas pela TV Tribuna, ele teria pegado um pertence da vítima quando ela já estava caída. O objeto não foi especificado.
Caso é investigado como latrocínio
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o caso é investigado como latrocínio, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte.
A classificação considera que o celular e outros pertences do engenheiro foram levados pelos agressores.
Marcelo participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina, realizada em apoio à reeleição de Lula, quando se afastou do evento para ir ao banheiro. Nesse momento, foi atacado por um grupo de pelo menos nove suspeitos, que transmitiram as agressões pelas redes sociais.
