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Após a vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre o Vasco, na ida da semifinal da Copa do Brasil, Abel Ferreira foi questionado sobre um possível pênalti por toque de mão de Barboza. O técnico evitou comentar o lance inicialmente e ironizou a busca por cliques na imprensa.
Na primeira resposta, Abel também citou uma jogada envolvendo Lucas Evangelista, que teria recebido um braço no rosto. O treinador sugeriu que a imprensa produzisse conteúdos sobre os lances e encerrou o assunto, mas voltou a ser questionado no fim da entrevista.
Depois de alguns segundos em silêncio, o português fez um desabafo sobre sua relação com a arbitragem ao longo dos seis anos no futebol brasileiro. Disse que reclamar lhe trouxe prejuízos e avaliou que, muitas vezes, acaba “batendo em ponta de faca” no futebol nacional.
Abel citou as 15 expulsões que sofreu no comando do Palmeiras e afirmou que várias não tiveram relação com o resultado das partidas. Também reconheceu que seu espírito competitivo e a percepção de injustiças provocam atitudes que não condizem com sua função de treinador.
O treinador afirmou que fará um grande esforço para não voltar a falar de arbitragem e defendeu melhores condições de trabalho e mais profissionais para permitir o rodízio dos árbitros. O Palmeiras joga por um empate na volta, domingo, às 17h, em São Januário; antes, enfrenta o Remo.

