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Ficco/Reprodução
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Mandados são cumpridos em quatro estados após investigação iniciada com prisão em Uberlândia; Justiça autorizou bloqueio de até R$ 7,85 milhões em bens e valores

Uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (Ficco/MG) investiga um grupo suspeito de transportar cocaína da Bolívia para o Brasil e ocultar recursos obtidos com o tráfico. A Operação Dinheiro Suado foi deflagrada nesta quarta-feira (7), com quatro mandados de prisão e sete de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A investigação teve início a partir de informações obtidas após a prisão de um dos suspeitos em Uberlândia, em novembro de 2025. De acordo com a Polícia Federal, os investigadores identificaram dois núcleos de atuação: um ligado à logística do tráfico e outro responsável pela movimentação financeira e administração do patrimônio que, segundo a apuração, seria usado para esconder a origem dos recursos.

No núcleo ligado ao tráfico, os investigados seriam responsáveis pelo transporte e distribuição das drogas, principalmente cocaína de origem boliviana. Já o grupo financeiro teria utilizado contas bancárias, empresas, veículos e outros bens registrados em nome de terceiros para dificultar a identificação dos responsáveis pelo patrimônio.

A análise de documentos bancários apontou movimentações de aproximadamente R$ 4,5 milhões entre maio e outubro de 2025. Segundo a PF, parte das transações envolvia depósitos fracionados. Esse valor, no entanto, é diferente dos R$ 7,85 milhões que poderão ser bloqueados por determinação judicial. O montante maior representa o limite estabelecido pela Justiça para o bloqueio de bens e valores, e não necessariamente o patrimônio já localizado pelos investigadores.

Além das prisões e buscas, foram determinadas restrições sobre ativos e veículos relacionados aos investigados. As medidas têm o objetivo de impedir a transferência ou movimentação dos bens alcançados pelas decisões judiciais. Até a divulgação das primeiras informações da operação, a Polícia Federal ainda não havia apresentado o balanço de prisões e apreensões nem detalhado as cidades onde as equipes atuavam.

Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, por crimes como tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação continua, e as acusações ainda serão analisadas pela Justiça.

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