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Política – Após terminar o primeiro turno à frente na disputa pela Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) intensificou as articulações em busca de novos apoios para a segunda etapa da eleição, marcada para 25 de outubro. Do outro lado, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha na revisão da estratégia adotada na primeira fase da disputa.
As duas campanhas iniciaram uma nova rodada de conversas com partidos e lideranças políticas após o resultado das urnas. Enquanto o grupo de Flávio busca ampliar sua base de apoio, o comando petista avalia mudanças na comunicação e na atuação eleitoral.
Flávio articula apoio de outras candidaturas
Entre os nomes que podem declarar apoio a Flávio está Romeu Zema, que disputou a Presidência pelo Novo. O candidato também deve se reunir com Ronaldo Caiado, do PSD, que deve formalizar apoio ao candidato do PL.
As negociações também envolvem partidos de centro. O senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha de Flávio, mantém conversas com integrantes da Federação União Progressistas, formada por União Brasil e Progressistas, além do Podemos.
O Republicanos também aparece entre as legendas que podem apoiar Flávio. O partido tem entre suas principais lideranças o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reeleito no primeiro turno.
A intenção da campanha é ampliar o número de lideranças e partidos alinhados à candidatura antes da votação de 25 de outubro.
Campanha de Lula revisa estratégia
A campanha de Lula passou a discutir os fatores que contribuíram para o resultado do primeiro turno e quais mudanças podem ser adotadas na segunda etapa.
A estratégia petista deve dar atenção especial ao Sudeste, região considerada importante para a disputa. Lula também reuniu lideranças políticas de esquerda para organizar a mobilização durante a reta final da campanha.
Outro desafio apontado é a abstenção. No primeiro turno, cerca de 21% dos eleitores não compareceram às urnas. Em 2022, o índice registrado no primeiro turno foi de 20,5%.
A avaliação dentro da campanha é que a mobilização do eleitorado será um dos pontos importantes até a votação do segundo turno.
Lula aumenta críticas ao STF
Um dia após o primeiro turno, Lula também elevou o tom das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante uma declaração pública na segunda-feira (5), o presidente afirmou que o país estaria carregando uma situação que classificou como “promiscuidade” envolvendo a Suprema Corte.
Lula defendeu uma nova discussão sobre a reforma do Judiciário e afirmou que a sociedade deveria participar do debate sobre os critérios de escolha dos ministros do STF. O presidente também mencionou a possibilidade de discutir mandatos para integrantes do tribunal.
As declarações ocorreram em meio ao desgaste político envolvendo o Supremo e às discussões relacionadas ao caso do Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro.
Campanha de Flávio mira união da direita
Apesar da vantagem obtida no primeiro turno, a campanha de Flávio Bolsonaro trabalha com a orientação de manter a mobilização e ampliar a frente de apoio.
A estratégia inclui manter o foco em temas econômicos, como o custo de vida, e aproximar diferentes lideranças da direita que tiveram desempenho nas eleições.
Entre os nomes considerados importantes para essa mobilização estão Tarcísio de Freitas, Douglas Ruas, Sérgio Moro e Cleitinho, além dos ex-candidatos Ronaldo Caiado e Romeu Zema.
A campanha também pretende ampliar sua presença no Nordeste. Embora o PT tenha vencido em estados como Bahia, Ceará e Piauí, a equipe de Flávio avalia que o desempenho da direita na região abriu espaço para uma atuação mais intensa no segundo turno.
Segundo turno terá nova disputa por alianças
Com apenas duas candidaturas na corrida presidencial, Lula e Flávio Bolsonaro passam a disputar não apenas os votos dos demais candidatos, mas também o apoio de partidos e lideranças que ficaram fora da segunda etapa.
As próximas semanas serão marcadas por negociações partidárias, reorganização das campanhas e novas estratégias para tentar mobilizar o eleitorado até 25 de outubro.

