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Política – O Partido Liberal (PL) pretende manter a pressão sobre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e avalia apresentar, em 2027, pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes e Flávio Dino. A estratégia dependerá do cenário político após o segundo turno das eleições e da atuação dos ministros em processos considerados prioritários pela oposição.
A legenda, que apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, rejeita a possibilidade de um acordo político envolvendo integrantes do STF. Entre os temas que estão no centro das discussões estão a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro e a possibilidade de anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro.
PL descarta acordo com ministros do STF
Integrantes do entorno de Flávio Bolsonaro avaliaram que manifestações feitas ao longo de segunda-feira (5) por setores ligados ao STF poderiam indicar uma abertura para o diálogo político.
A interpretação surgiu em meio a discussões sobre possíveis medidas relacionadas à prisão de Jair Bolsonaro e aos processos envolvendo pessoas condenadas pelos atos de 8 de janeiro.
Apesar disso, o PL não demonstra interesse em estabelecer um acordo com Moraes. A avaliação dentro da legenda é que eventuais questionamentos sobre a atuação do ministro devem ser tratados pelas próprias instituições responsáveis pelas investigações e pelo Senado.
Um dos pontos citados pelo partido envolve uma investigação relacionada à atuação de Moraes e sua suposta relação com o empresário Daniel Vorcaro. O PL defende que o caso seja apurado e que, durante eventual investigação, possa ocorrer o afastamento do ministro.
Partido afirma ter 49 votos
Caso não haja mudança no cenário, o PL considera levar adiante um pedido de impeachment contra Moraes no Senado em 2027.
Segundo cálculos atribuídos ao partido, a legenda já teria 49 votos favoráveis ao afastamento do ministro. Para atingir o número considerado necessário no Senado, seriam necessários mais cinco votos, chegando a 54.
A eventual abertura de um processo de impeachment, no entanto, depende do cumprimento dos procedimentos previstos para esse tipo de medida e da correlação de forças no Senado.
Flávio Dino também está no radar
Flávio Dino, que também integra o STF, é outro ministro que pode entrar na mira do PL.
A avaliação dentro da legenda está relacionada principalmente à atuação de Dino em possíveis investigações envolvendo interferência estrangeira nas eleições brasileiras e questionamentos sobre o uso de emendas parlamentares.
Segundo a avaliação política apresentada pelo partido, caso Dino avance em determinadas investigações após uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, a relação com a oposição poderá se tornar ainda mais tensa.
Cenário depende do resultado eleitoral
A estratégia do PL está diretamente ligada ao resultado das eleições e ao comportamento das instituições após a definição do próximo presidente.
O partido pretende manter a ofensiva contra ministros do STF, mas eventuais pedidos de impeachment dependerão do ambiente político formado a partir de 2027, além dos procedimentos e das votações necessárias no Senado.
Enquanto isso, integrantes da oposição também discutem possíveis mudanças na relação entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário caso Flávio Bolsonaro confirme a vitória nas urnas.

