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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou sua defesa após ser alvo de uma representação do também ministro Alexandre de Moraes. Mendonça pediu o arquivamento do caso e, em sua manifestação, afirmou que as acusações contra ele se baseiam em documentos que, segundo sua defesa, não teriam valor probatório.
A representação apresentada por Moraes envolve a atuação de Mendonça em investigações relacionadas ao Banco Master e ao caso do INSS. O ministro é acusado de possíveis irregularidades, incluindo abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Mendonça rejeitou as acusações.
Na resposta encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin, Mendonça questionou a utilização de relatórios da Polícia Federal que, segundo ele, não apresentam autoria identificada ou data e trazem ressalvas sobre seu uso como prova.
O ministro também afirmou que não houve vazamento de informações de investigações nem interferência em acordos de colaboração premiada. Segundo Mendonça, ele próprio teria sido alvo de monitoramento considerado ilegal e questionou a finalidade da produção dos relatórios utilizados contra ele.

Mendonça fala durante a Sessão plenária extraordinária do STF, realizada no dia 15 de setembro. Foto: Gustavo Moreno/STF
Além de pedir que a representação contra ele seja arquivada, Mendonça solicitou que sejam apuradas possíveis condutas atribuídas a Moraes. Entre as hipóteses mencionadas estão abuso de autoridade e denunciação caluniosa.
Mendonça também contestou sua inclusão no chamado inquérito das fake news, que tramita no STF há anos. Na manifestação, pediu acesso integral ao procedimento e questionou a forma como informações da investigação teriam sido utilizadas para sustentar as acusações contra ele.
O episódio amplia a disputa pública entre os dois ministros dentro do Supremo, em meio às discussões sobre a condução dos casos relacionados ao Banco Master e às acusações envolvendo a atuação de integrantes da própria Corte.

