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Danilo Morgado
Reprodução internet
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Baixada Santista – Danilo Marco Morgado Silva, de 41 anos, foi preso nesta quinta-feira (17) durante a Operação Vectura Corrupta, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). A investigação apura uma possível infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo e em estruturas do poder público.

Morgado é candidato a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL) nas eleições de 2026. Ele também disputou a Prefeitura de Praia Grande, no litoral de São Paulo, em 2020 e 2024.

Segundo as investigações, o político teria vínculos com integrantes do PCC e sua campanha eleitoral para a Prefeitura de Praia Grande teria recebido financiamento da organização criminosa. A defesa de Morgado nega as acusações e afirma que espera o esclarecimento dos fatos.

Quem é Danilo Morgado?

Nascido em Santos, no litoral paulista, Danilo Morgado vive em Praia Grande há cerca de 20 anos. Empresário, ele se apresenta como filho de uma empregada doméstica e de um motoboy e afirma ter tido uma infância humilde na Baixada Santista.

Segundo relatos publicados pelo próprio político nas redes sociais, aos 9 anos ele começou a ajudar o avô em uma oficina mecânica. Aos 18, trabalhou como motoboy e posteriormente foi para o Japão, onde permaneceu por cinco anos após ser aprovado em uma prova que lhe abriu essa oportunidade.

Morgado é casado e pai de quatro filhos. Antes de ingressar na disputa eleitoral, também trabalhou na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Em 2026, teve seu nome confirmado pelo PL para disputar uma vaga de deputado estadual em São Paulo. Dados eleitorais disponíveis apontam Morgado como empresário, com ensino superior completo e número de urna 22077.

Morgado disputou a Prefeitura de Praia Grande duas vezes

A primeira candidatura de Danilo Morgado à Prefeitura de Praia Grande ocorreu em 2020. Ele chegou ao segundo turno, mas não foi eleito.

Quatro anos depois, voltou a disputar o cargo nas eleições municipais de 2024.

Entre as duas eleições, Morgado enfrentou uma disputa judicial relacionada à campanha de 2020. Em agosto de 2023, a Justiça Eleitoral de primeira instância havia determinado a cassação do registro e declarado sua inelegibilidade por oito anos, após reconhecer abuso de poder econômico na campanha.

A decisão citava problemas na prestação de contas, incluindo despesas de campanha não declaradas e divergências relacionadas a contratos e colaboradores.

O caso, porém, não terminou naquela decisão. Em dezembro de 2023, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) suspendeu os efeitos da sentença enquanto o recurso era analisado. Posteriormente, o tribunal julgou os recursos relacionados ao caso e afastou as acusações de abuso de poder econômico, permitindo que Morgado disputasse a eleição municipal de 2024.

O que investiga a Operação Vectura Corrupta?

A operação deflagrada nesta quinta-feira investiga a suspeita de atuação do PCC em empresas de transporte coletivo de São Paulo e sua possível influência sobre agentes públicos e estruturas políticas.

De acordo com as investigações divulgadas pelas autoridades, a facção teria utilizado pessoas interpostas e estruturas empresariais para exercer influência sobre empresas do setor e movimentar recursos ilícitos.

Entre os alvos da operação estão, além de Danilo Morgado, o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite e o ex-presidente da São Paulo Transporte (SPTrans) Levi de Oliveira. Foram expedidos mandados de prisão e de busca e apreensão em diferentes cidades do estado.

No caso de Morgado, a investigação também apura uma possível relação entre recursos ligados à organização criminosa e sua campanha eleitoral para a Prefeitura de Praia Grande.

A suspeita ainda está sendo investigada e não representa uma condenação.

Candidato nega acusações

A assessoria de Danilo Morgado negou as acusações relacionadas ao político e afirmou que espera que os fatos sejam apurados.

A prisão realizada nesta quinta-feira ocorre no âmbito da investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo MPSP. Eventuais responsabilidades criminais deverão ser definidas pela Justiça após a análise das provas e o andamento do processo.

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