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irmãos desaparecidos no Maranhão
Reprodução redes sociais
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Brasil – As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, ganharam o reforço de ferramentas de cooperação internacional da Interpol. Os irmãos desapareceram em janeiro deste ano, na zona rural de Bacabal, no Maranhão, e continuam sem paradeiro conhecido.

A iniciativa foi comunicada à advogada da família pelo Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal. A expectativa é definir como os recursos da organização poderão ser utilizados na investigação, inclusive caso surjam informações que indiquem que as crianças estejam fora do Brasil.

O apoio internacional, no entanto, não significa que os irmãos tenham sido encontrados. Também não há confirmação de que eles estejam entre crianças localizadas recentemente em uma operação nos Estados Unidos.

PF pode utilizar ferramentas de cooperação internacional

A advogada Nathaly Moraes, que representa a mãe das crianças, Clarice Cardoso, afirmou que o Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal entrou em contato e colocou à disposição recursos da Interpol.

Segundo ela, as ferramentas podem auxiliar tanto na localização dos irmãos quanto em eventuais procedimentos para trazê-los de volta ao Brasil, caso sejam encontrados em outro país.

“Hoje nós recebemos o apoio. Recebemos o e-mail e o apoio do Núcleo de Cooperação Internacional, colocando as ferramentas da Interpol à nossa disposição para nos ajudar. Até então, durante todo esse período, nós não tínhamos esse apoio”, afirmou Nathaly.

De acordo com a advogada, a cooperação internacional pode envolver autoridades de diferentes países. Ela disse que a possibilidade trouxe esperança à família diante dos meses sem respostas.

Família havia pedido atuação da Polícia Federal

Nathaly também afirmou que havia solicitado anteriormente que a investigação fosse transferida da Polícia Civil para a Polícia Federal. Na avaliação da defesa da família, uma das possibilidades a serem investigadas seria o tráfico humano.

Segundo a advogada, inicialmente a Polícia Federal informou que não havia elementos suficientes para justificar a atuação federal no caso.

Agora, a participação do Núcleo de Cooperação Internacional representa uma nova frente de apoio às buscas.

Desaparecimento completa oito meses

Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, a cerca de 250 quilômetros de São Luís.

Na ocasião, um primo das crianças, de 8 anos, também desapareceu, mas foi encontrado com vida três dias depois. Desde então, as buscas pelos dois irmãos mobilizaram agentes de segurança e voluntários.

De acordo com informações das autoridades, cerca de 2 mil pessoas participaram das buscas na região ao longo do período.

Mesmo após oito meses, nenhuma informação concreta sobre o paradeiro de Ágatha e Allan foi divulgada.

Família acompanha situação nos Estados Unidos

A possibilidade de que os irmãos estejam entre crianças encontradas em uma operação recente nos Estados Unidos também passou a ser acompanhada pela família.

Segundo a advogada, um representante do Consulado Brasileiro está acompanhando presencialmente as informações junto às autoridades norte-americanas. Até o momento, porém, não existe confirmação de que Ágatha ou Allan estejam entre as crianças localizadas no país.

“Tem um representante do consulado que está fazendo esse acompanhamento presencial lá com as autoridades americanas, e eles disseram que era para a gente aguardar. Está sendo feito o levantamento do reconhecimento de algumas crianças, porque algumas foram desconhecidas”, explicou.

Mãe mantém esperança de reencontrar os filhos

Clarice Cardoso afirma que continua acreditando que poderá encontrar os filhos, apesar da ausência de respostas ao longo dos últimos meses.

“Mãe nenhuma desiste de filho, né? E eu não vou desistir dos meus filhos. Eu nunca vou perder minha esperança de encontrar meus filhos vivos. Eu sonho e tenho fé que esse dia vai chegar”, declarou.

O caso também foi acompanhado por representantes do Congresso Nacional. Em maio, integrantes de uma comissão externa voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes estiveram na comunidade para ouvir familiares e autoridades responsáveis pela investigação.

Investigação permanece sob segredo de Justiça

A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão informou que as buscas por Ágatha e Allan continuam. Como o caso está sob segredo de Justiça, detalhes sobre as diligências não são divulgados.

Informações que possam ajudar na localização das crianças podem ser comunicadas à Polícia Militar pelo 190 ou ao Disque-Denúncia, pelo 181. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.

A secretaria também alertou para a circulação de informações falsas sobre o desaparecimento. Nos últimos meses, foram divulgadas nas redes sociais alegações sem comprovação sobre a localização das crianças e supostas redes criminosas.

Sem confirmação oficial, esse tipo de conteúdo pode atrapalhar o trabalho das autoridades e aumentar o sofrimento da família.

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