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Baixada Santista – Um homem de 53 anos foi preso suspeito de estupro de vulnerável contra um garoto na Praia da Enseada, em Guarujá, no litoral de São Paulo. O caso aconteceu na tarde de domingo (30), quando uma testemunha percebeu uma movimentação sob um deck na faixa de areia e registrou a situação em vídeo.
Segundo o boletim de ocorrência, a gravação mostra o homem com a bermuda parcialmente aberta diante da criança e, conforme o registro policial, constrangendo o garoto à prática de ato libidinoso.
O menino estava na praia acompanhado do pai, que jogava futebol. Conforme o relato registrado pela Polícia Civil, o suspeito conhecia a família e teria levado a criança para uma área mais escondida sob o pretexto de que ela iria urinar.
A identidade do homem não foi divulgada, assim como a idade do garoto, para preservar a vítima.
Testemunha grava suspeito e aciona a polícia
Depois de perceber a situação, a testemunha gravou o homem e procurou a Polícia Militar. À equipe, apresentou o vídeo e descreveu as características do suspeito, que estaria usando bermuda e casaco pretos, além de indicar a direção para onde ele havia seguido.
Quando os policiais chegaram ao deck, o homem e a criança já não estavam mais no local.
As características do suspeito foram transmitidas pelo rádio. Policiais militares localizaram um homem com características semelhantes na Avenida Tancredo Neves e realizaram a abordagem.
Ele foi preso e encaminhado à delegacia. Segundo o registro policial, a autoridade determinou seu encaminhamento para a cadeia pública.
A Polícia Civil apontou a existência de indícios de autoria e prova da materialidade do crime de estupro de vulnerável.
Pai foi chamado à delegacia para prestar depoimento
Os policiais conseguiram localizar o pai do garoto por telefone. Ele e a criança foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos sobre o caso.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o menino teria chamado o homem de “tio”. A voz da criança foi modificada na gravação para preservar sua identidade.
Ao prestar depoimento, porém, o pai afirmou que não existe parentesco entre os dois. Segundo ele, o investigado é apenas uma pessoa conhecida no bairro e costuma frequentar o local onde joga futebol.
O pai relatou ainda que não viu o momento em que o homem levou o filho e não percebeu comportamento estranho. Ele contou que foi avisado por outras pessoas de que o investigado havia levado a criança para urinar.
Depois de procurar o filho, o pai conversou com o garoto sobre o que havia acontecido.
Segundo o relato feito pelo pai à polícia, a criança afirmou que o homem pediu para que ela abaixasse a calça. Em seguida, ainda conforme o depoimento, o suspeito teria abaixado a própria bermuda e mostrado o órgão genital.
O menino teria dito ao pai que não houve outro ato sexual nem contato físico.
Homem nega intenção sexual
Em depoimento à Polícia Civil, o investigado apresentou uma versão diferente da relatada pelo pai da criança.
Ele afirmou que é amigo do garoto e que havia ido urinar com ele. Segundo o homem, cada um teria permanecido em uma direção diferente.
O suspeito negou ter mostrado o órgão genital à criança. Ele também afirmou que pessoas que estavam jogando futebol poderiam ter interpretado a situação de maneira equivocada.
Questionado sobre a existência de um banheiro nas proximidades, inclusive perto do posto de guarda-vidas, o homem afirmou que ele e o garoto “costumam proceder daquela maneira” e negou qualquer intenção de natureza sexual ou maliciosa.
A investigação ficará responsável por apurar as circunstâncias do caso e confrontar as diferentes versões apresentadas às autoridades.
O que acontece agora
O homem permanece à disposição da Justiça. A prisão ocorreu após a testemunha apresentar à polícia a gravação feita no local e indicar as características do suspeito.
Por se tratar de uma investigação envolvendo uma criança, informações que possam permitir a identificação da vítima não foram divulgadas.
O caso foi registrado como estupro de vulnerável, crime previsto no Código Penal brasileiro para situações que envolvem vítimas consideradas vulneráveis, independentemente de eventual consentimento. A definição jurídica do caso, porém, caberá ao processo judicial.
