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Nesta semana, a grande polêmica do futebol brasileiro girou em torno da ausência de Neymar no Nubank Parque, na partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil. De acordo com o técnico Cuca, a decisão de preservar o camisa 10 partiu da própria comissão. Mas são poucos os que acreditam nessa versão.
Desde que chegou ao Santos, Neymar atuou uma única vez no gramado sintético: contra o Atlético-MG, em partida válida pelo Brasileirão de 2025. Nas outras ocasiões, foi desfalque por lesão ou por “estratégia”. Ainda que a decisão possa ter suas justificativas, ao meu ver, o grande prejudicado acabou sendo o próprio Santos.
Por tudo isso, entendo que os clubes brasileiros deveriam se preservar melhor por meio de contratos de produtividade. Não se trata de defender que um jogador deixe de receber seu salário quando estiver lesionado, mas de estabelecer uma parcela variável de sua remuneração de acordo com sua disponibilidade e participação nos jogos.
Se um atleta recebe um salário elevado justamente por ser considerado uma peça fundamental, é razoável que parte desse valor esteja relacionada à sua capacidade de estar em campo. Jogos disputados, minutos, metas individuais e objetivos coletivos poderiam compor uma remuneração mais equilibrada entre clube e jogador.
É uma forma de evitar o desperdício de dinheiro em meio a todas as dificuldades enfrentadas pelos clubes brasileiros, muitos deles ainda convivendo com dívidas e problemas de saúde financeira. Mais do que punir o jogador, contratos assim poderiam ajudar a dividir responsabilidades e alinhar os interesses de quem paga e de quem joga.
