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Política – A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma ofensiva política utilizando o caso Dark Horse como parte da estratégia eleitoral para 2026. Segundo apuração, a iniciativa deve concentrar ataques nas redes sociais e no rádio.
A avaliação dentro da campanha seria de que o momento para intensificar a ofensiva ainda não chegou. A estratégia inicialmente previa que os ataques ganhassem força mais próximo da eleição, por volta de meados de setembro.
Segundo Venceslau, a decisão está relacionada ao risco de uma campanha excessivamente agressiva aumentar a rejeição do candidato. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.
Redes sociais já são usadas pela campanha
Embora a ofensiva mais intensa estivesse prevista para um período posterior, a estratégia já começou a aparecer nas redes sociais.
De acordo com a apuração, aliados do presidente passaram a explorar o caso e adotaram a hashtag “100 dias sem Flávio Bolsonaro prestar contas”.
Também voltaram a circular as expressões “Flávio Caro” e “Bolsomaster”, utilizadas por integrantes da oposição ao deputado e senador Flávio Bolsonaro no contexto das discussões envolvendo o caso.
A movimentação ocorre em um momento no qual a campanha de Lula também busca responder a desgastes relacionados ao caso do INSS, que envolve o filho do presidente e citações a Marcola, segundo a reportagem.
Por que o rádio entrou na estratégia?
O rádio deve ser outro espaço utilizado pela campanha para a ofensiva. Conforme a análise de Pedro Venceslau, o meio permitiria uma abordagem menos diretamente associada à estrutura formal da propaganda eleitoral televisiva.
Na televisão, as inserções precisam identificar os partidos responsáveis pela publicidade, o que torna mais explícita a origem da mensagem.
Nas redes sociais, por outro lado, a campanha já teria ampliado a atuação relacionada ao caso Dark Horse.
O que é o caso Dark Horse?
O caso envolve a relação entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, além do financiamento do filme “Dark Horse”. Segundo informações divulgadas anteriormente, a produção teria recebido recursos relacionados ao ex-banqueiro.
Flávio Bolsonaro havia se comprometido a prestar contas sobre o destino dos recursos em um prazo de 30 dias. O prazo não teria sido cumprido.
O episódio passou a ser utilizado politicamente por aliados de Lula como argumento contra Flávio Bolsonaro durante a disputa eleitoral.
Empresária pede transferência de investigação para o STF
Paralelamente à movimentação política, a empresária Karina Gama, proprietária da produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A defesa solicita ao ministro André Mendonça a suspensão da investigação conduzida pela Justiça de São Paulo. Os advogados argumentam que a apuração estadual estaria avançando sobre uma competência que deveria ser do STF.
O filme também é alvo de uma investigação conduzida no Supremo por André Mendonça.
A investigação em São Paulo teve origem em um contrato firmado entre o Instituto Conhecer Brasil, ONG ligada à empresária, e a Prefeitura de São Paulo para a instalação de 5 mil pontos de internet. Segundo a apuração, a efetivação do serviço não teria sido devidamente comprovada.
O caso Dark Horse, portanto, reúne atualmente uma dimensão judicial e outra eleitoral, com o episódio sendo incorporado ao discurso de campanha enquanto as investigações seguem em andamento.

