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incidente com helicóptero
Reprodução internet
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Mundo – Os Estados Unidos notificaram o Brasil sobre a investigação de um incidente envolvendo o helicóptero Marine One, que transportava o presidente Donald Trump, e um avião comercial da Envoy Air. A ocorrência foi registrada em 4 de agosto, nas proximidades do Aeroporto Ronald Reagan de Washington, nos Estados Unidos.

Segundo o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB), houve uma “perda de separação” entre as duas aeronaves. O avião comercial era um Embraer E-170 e estava realizando o voo 3742.

O episódio aconteceu cerca de três quilômetros ao norte do aeroporto, na região de Arlington, no estado da Virgínia. Apesar da proximidade entre as aeronaves, não houve relatos de feridos, e os dois voos seguiram normalmente após a ocorrência.

Por que o Brasil foi envolvido na investigação?

O Brasil foi informado sobre a investigação porque o avião envolvido no incidente foi projetado pela Embraer, empresa brasileira.

De acordo com o NTSB, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foi comunicado como representante do Estado de projeto da aeronave, seguindo as regras da Organização de Aviação Civil Internacional (ICAO).

A participação do órgão brasileiro, portanto, está relacionada às responsabilidades previstas internacionalmente para investigações envolvendo aeronaves projetadas no país.

Falha de comunicação antecedeu incidente

Um relatório de sete páginas divulgado pelo NTSB apontou que problemas de comunicação entre o Marine One e o controle de tráfego aéreo contribuíram para a situação.

Segundo o documento, não havia uma linha de visada adequada entre o local do transmissor e receptor de rádio utilizado pelo controle e o The Ellipse, área próxima à Casa Branca de onde o helicóptero estava operando temporariamente.

A mudança de local estava relacionada às obras em andamento na Casa Branca.

O relatório afirma que a tripulação do Marine One tentou estabelecer contato com a torre de controle do aeroporto duas vezes. A primeira transmissão não foi recebida, enquanto a segunda apresentou falhas e ficou ininteligível.

Apesar do problema, a frequência utilizada pelo controle de tráfego aéreo funcionava normalmente. Os investigadores também não encontraram registros de interrupções ou degradação do sinal naquele dia.

FAA adotou medidas após a ocorrência

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) informou que tomou medidas após o incidente para melhorar a comunicação entre os controladores e os pilotos do Marine One.

Entre as ações adotadas esteve o reposicionamento de uma antena para ampliar a cobertura de comunicação entre o Aeroporto Ronald Reagan e o local de onde o helicóptero presidencial estava operando.

A agência também revisou procedimentos relacionados à operação e afirmou que pretende aprimorar a coordenação sobre os avisos de decolagem e reforçar as frequências de comunicação.

A FAA ainda convocou um painel de revisão de segurança para analisar o episódio e realizou reuniões com a unidade de helicópteros do Escritório Militar da Casa Branca.

Casa Branca diz que Trump não correu perigo

Após a ocorrência, a FAA afirmou que houve uma perda momentânea de separação e que, depois disso, as aeronaves continuaram se afastando.

A agência ressaltou que o presidente Donald Trump não esteve em perigo durante o episódio.

O porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, também afirmou que a administração mantém confiança nos pilotos do Marine One e nos profissionais responsáveis pela segurança presidencial.

A investigação do NTSB continua em andamento.

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