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Coreia do Norte
Reprodução internet
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Mundo – A Coreia do Norte lançou cerca de dez mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar do Japão nesta quinta-feira (20), provocando uma resposta imediata dos países vizinhos. Os disparos ocorreram enquanto Coreia do Sul e Estados Unidos realizavam exercícios militares conjuntos na região.

O lançamento também aconteceu pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestar a intenção de se encontrar novamente com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, ainda este ano.

A Coreia do Sul convocou uma reunião emergencial de segurança e determinou prontidão total de suas forças militares após detectar os disparos.

Mísseis foram lançados a partir da região de Pyongyang

Segundo um responsável do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, os mísseis foram lançados a partir da região de Pyongyang, capital da Coreia do Norte.

O Japão também entrou em alerta após os disparos. As autoridades japonesas informaram, no entanto, que os projéteis caíram fora do território japonês.

Os lançamentos provocaram uma reação imediata do governo sul-coreano, que convocou uma reunião emergencial para avaliar a situação e determinou que as forças armadas permanecessem em estado de prontidão.

Lançamentos ocorreram durante exercícios militares

Os disparos aconteceram enquanto Estados Unidos e Coreia do Sul realizavam exercícios militares conjuntos na região.

Os exercícios haviam sido reduzidos por determinação de Trump, segundo informações divulgadas anteriormente, em um movimento interpretado como uma tentativa de abrir espaço para o diálogo com Pyongyang.

Mesmo diante da sinalização de Trump sobre uma possível nova reunião com Kim Jong-un, o governo norte-coreano afirmou que a postura considerada hostil dos Estados Unidos não havia mudado.

A Coreia do Norte também manteve os testes militares em andamento.

Trump tenta retomar diplomacia com Kim Jong-un

A movimentação militar ocorreu em um momento de tentativa de aproximação entre Washington e Pyongyang.

Trump e Kim Jong-un já se encontraram pessoalmente durante o primeiro mandato do presidente americano. A analista de Internacional Fernanda Magnotta avaliou que Trump estaria tentando retomar a estratégia de diplomacia pessoal utilizada anteriormente.

Segundo Magnotta, apesar de manifestações de apreço pessoal entre os dois líderes ao longo do tempo, o cenário estratégico atual apresenta diferenças importantes em relação ao período anterior.

A analista destacou principalmente o fortalecimento militar da Coreia do Norte e o aprofundamento da relação do país com a Rússia.

Coreia do Norte está mais fortalecida, avalia analista

Na avaliação apresentada por Fernanda Magnotta, Kim Jong-un chega ao atual cenário em uma posição diferente daquela observada em 2019.

A analista apontou que a Coreia do Norte ampliou e sofisticou seu aparato militar, incluindo seu arsenal nuclear e de mísseis. Ela também destacou o fortalecimento da relação estratégica entre Pyongyang e Moscou.

Nesse contexto, segundo a análise, a necessidade de um acordo com os Estados Unidos seria menor para a Coreia do Norte do que em períodos anteriores.

Magnotta também alertou que eventuais concessões feitas por Washington sem contrapartidas poderiam ser interpretadas por Pyongyang como uma oportunidade para buscar novas concessões.

“Na verdade, o tiro pode sair pela culatra. Elas podem produzir uma tentativa de extrair novas concessões dos Estados Unidos.”

Para a analista, o cenário coloca em alerta tanto a relação entre Estados Unidos e Coreia do Norte quanto a credibilidade das alianças norte-americanas na Ásia.

Por que os lançamentos preocupam a região?

A Coreia do Norte possui um dos principais programas de mísseis e armas nucleares do mundo e mantém uma relação marcada por tensões com Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão.

Por isso, lançamentos de mísseis balísticos são acompanhados de perto pelos países da região, principalmente quando ocorrem durante exercícios militares conjuntos entre Washington e Seul.

Neste caso, os projéteis foram direcionados para o mar e, segundo as informações divulgadas, não atingiram território japonês.

A combinação entre os testes militares, os exercícios conjuntos e as tentativas de retomada do diálogo diplomático mantém a Península Coreana em um cenário de atenção elevada.

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