|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
Política – A campanha de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, avalia que o senador começa a reduzir as desconfianças em torno de sua candidatura após uma sequência de crises durante a pré-campanha.
Segundo aliados ouvidos pela CNN, dois movimentos são vistos como sinais de recuperação: a maior abertura de setores do empresariado para conversar com o candidato e a reaproximação com lideranças evangélicas, articulada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
A equipe também considera que o desgaste provocado pelo caso “Dark Horse” já foi assimilado pelo eleitorado. O episódio envolve um pedido de dinheiro feito por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master, e continua sob investigação.
Campanha identifica melhora nas pesquisas
A avaliação dos aliados também leva em conta o desempenho de Flávio nas pesquisas eleitorais.
Na pesquisa Quaest divulgada em 14 de agosto, Lula aparecia com 43% das intenções de voto, enquanto Flávio tinha 40%. Os números indicavam empate técnico dentro da margem de erro.
Em levantamento divulgado em 5 de agosto, Lula tinha 44% e Flávio, 39%.
Integrantes da campanha avaliam que a melhora nas pesquisas já começa a influenciar a relação do candidato com o setor empresarial.
Após a divulgação do áudio enviado por Flávio Bolsonaro a Vorcaro, o senador teria encontrado dificuldades para conseguir reuniões com empresários. Agora, segundo integrantes de sua equipe, existe maior disposição de representantes do setor para recebê-lo e conhecer suas propostas econômicas.
Reaproximação com evangélicos
Outro movimento considerado importante pela campanha é a tentativa de reconstrução das relações com lideranças evangélicas.
Michelle Bolsonaro, candidata do PL ao Senado pelo Distrito Federal, tem participado desse processo e ajudado a aproximar o enteado de representantes do segmento.
A reaproximação entre os dois também voltou a aparecer publicamente. Na quarta-feira (19), Michelle publicou nas redes sociais um vídeo ao lado de Flávio Bolsonaro.
A expectativa da campanha é que ela continue participando de ações voltadas à aproximação do candidato com o eleitorado evangélico durante a disputa presidencial.
Caso “Dark Horse”
Aliados de Flávio avaliam que novos desdobramentos do caso “Dark Horse” teriam impacto menor sobre a candidatura por se tratarem de um assunto já conhecido pelo eleitorado.
A campanha reconhece, no entanto, que os adversários continuarão explorando o episódio durante a eleição.
O PT pretende utilizar novamente o caso como contraponto às investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola.
A estratégia petista inclui recuperar o áudio em que Flávio pede dinheiro a Vorcaro, além de informações sobre notas fiscais e movimentações financeiras relacionadas ao caso.
A argumentação da campanha de Lula é que Lulinha e Marcola não são candidatos, enquanto Flávio disputa diretamente a Presidência da República.

