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Lula
Reprodução internet
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Política – A saída de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, provocou mudanças na estrutura da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. Com o afastamento do assessor, aliados históricos do presidente devem assumir funções que antes estavam concentradas em torno dele.

A mudança ocorre após a crise envolvendo supostos empréstimos feitos por Marcola pela lobista Roberta Luchsinger. Segundo relatos obtidos pela CNN, o episódio também alterou a dinâmica de interlocução da campanha com diferentes setores.

Marcola havia se consolidado como um dos principais assessores de confiança de Lula e exercia papel importante na comunicação cotidiana do presidente. Entre suas atribuições estava fazer a intermediação de mensagens e contatos relacionados a decisões do petista.

Gilberto Carvalho deve assumir papel central

Entre os nomes que devem ganhar protagonismo está o ex-ministro Gilberto Carvalho, amigo de longa data de Lula.

Segundo relatos ouvidos pela CNN, Carvalho deve concentrar parte significativa das funções que eram desempenhadas por Marcola. Os dois já trabalhavam em conjunto desde a incorporação do assessor à equipe eleitoral, mas a expectativa agora é de que Carvalho passe a ter participação ainda maior na rotina da campanha.

A relação entre Carvalho e Lula começou décadas atrás. O ex-ministro já ocupou funções próximas ao presidente em governos anteriores e comandou a Secretaria-Geral da Presidência durante o governo de Dilma Rousseff.

A experiência de Carvalho dentro do governo e do PT também o colocou historicamente em posições de interlocução com diferentes setores ligados ao presidente.

Laércio Portela também ganha espaço

Outro nome que deve assumir novas responsabilidades é Laércio Portela.

O jornalista participou das primeiras gestões de Lula e integrou a equipe de Franklin Martins na Secretaria de Comunicação Social. No atual governo, Portela chegou a comandar interinamente a Secretaria de Comunicação Social (Secom).

Agora, ele também foi escalado para liderar a Secretaria de Imprensa, ampliando sua participação na estrutura de comunicação ligada ao presidente.

A movimentação ocorre enquanto a campanha começa a reorganizar funções que estavam distribuídas entre integrantes do núcleo político e de comunicação de Lula.

Saída de Marcola muda rotina do comitê

A mudança não deve ficar restrita aos nomes mais próximos do presidente.

Com a saída de Marcola, funcionários que atuavam em tarefas burocráticas no Palácio do Planalto foram deslocados para atividades relacionadas à logística da campanha.

A alteração busca reorganizar o funcionamento cotidiano do grupo responsável pela campanha presidencial.

O advogado Marco Aurélio Carvalho, que coordena a campanha de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, também deve continuar fazendo a ligação com a equipe presidencial.

A expectativa de presença frequente de Lula em São Paulo aumenta a importância dessa interlocução durante a campanha.

Boulos deve atuar na mobilização de movimentos sociais

Outro integrante do governo que deve ter participação ativa é o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.

A expectativa é que Boulos participe principalmente da mobilização de movimentos sociais e de setores organizados que integram a base política do governo.

Dessa forma, a saída de Marcola provoca uma redistribuição de atribuições entre diferentes aliados de Lula.

O movimento reforça a presença de nomes que já possuem histórico de proximidade com o presidente em áreas estratégicas da campanha, enquanto a equipe busca reorganizar a interlocução política e a operação eleitoral para a disputa de 2026.

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