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inspetor é investigado por abuso
Reprodução Prefeitura de Itanhaem
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Baixada Santista – Um inspetor de alunos é investigado por suspeita de estupro de vulnerável e ameaça contra duas crianças de cinco anos em uma escola municipal de Itanhaém, no litoral de São Paulo. O funcionário foi afastado preventivamente pela Prefeitura após denúncias feitas pelas mães dos alunos.

As suspeitas foram comunicadas à Polícia Civil depois que as duas crianças apresentaram mudanças de comportamento e relataram situações que levantaram suspeitas de possível abuso dentro da unidade escolar.

O caso é investigado sob sigilo pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Itanhaém. Por envolver crianças e uma investigação ainda em andamento, as acusações não foram comprovadas judicialmente.

Mães procuraram a polícia após relatos dos filhos

Segundo os registros policiais citados, os episódios investigados teriam ocorrido em 20 de julho, em uma sala próxima ao espaço onde ficam as lancheiras dos alunos da Escola Municipal Professor Walter Arduini, no bairro Balneário Gaivota.

A mãe de um menino de cinco anos contou à polícia que percebeu uma mudança significativa no comportamento do filho. Segundo o relato, ele passou a evitar contato físico, ficou mais choroso e estressado e apresentou alterações na alimentação e na rotina.

A criança também teria se queixado de dores e apresentado sinais físicos que preocuparam a família.

Inicialmente, o menino não quis falar sobre o que havia acontecido. Depois, segundo a mãe, contou que teria sido levado por um homem para uma sala da escola onde havia brinquedos e um computador.

O relato apresentado pela criança à família levou os responsáveis a procurar as autoridades.

Segunda criança também teria relatado situação semelhante

Dias depois, a mãe de uma menina de cinco anos também procurou a polícia.

Segundo o relato registrado no boletim de ocorrência, a criança vinha se queixando de dores em regiões íntimas. A mãe afirmou que, inicialmente, não imaginou que os sintomas pudessem ter relação com um possível abuso ocorrido dentro da escola.

A suspeita surgiu depois que ela tomou conhecimento do relato envolvendo o outro aluno.

Ao conversar com a filha, a mulher contou que a menina teria confirmado que o inspetor a levava para uma sala onde havia brinquedos e desenhos. Ainda segundo a mãe, a criança posteriormente mudou a versão e começou a chorar intensamente, afirmando que tinha medo de que os pais morressem caso contasse o que havia acontecido.

Diante da reação da filha, a mulher também procurou a polícia.

Os relatos fazem parte da investigação e deverão ser analisados pelas autoridades responsáveis. A identidade das crianças é preservada.

Polícia Civil investiga o caso sob sigilo

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a investigação está sendo conduzida sob sigilo pela Delegacia de Defesa da Mulher de Itanhaém.

O objetivo da investigação é esclarecer as circunstâncias das denúncias, verificar os relatos apresentados pelas famílias e reunir elementos que possam confirmar ou afastar as suspeitas.

Até a última atualização da reportagem original, a defesa do funcionário investigado ainda não havia sido localizada.

Como a investigação está em andamento, não há, neste momento, decisão judicial que determine a responsabilidade criminal do inspetor.

Funcionário foi afastado pela Prefeitura de Itanhaém

A Prefeitura de Itanhaém informou que o funcionário foi afastado preventivamente assim que a Secretaria de Educação tomou conhecimento das denúncias.

A administração municipal também instaurou um processo administrativo para apurar internamente os fatos.

Em nota, a Secretaria de Educação afirmou que repudia qualquer conduta que coloque em risco a integridade dos alunos e declarou que trata o caso com prioridade.

A Prefeitura informou ainda que oferece suporte e acolhimento às famílias envolvidas.

Além disso, segundo a administração municipal, foram disponibilizadas à Polícia Civil as imagens do sistema de monitoramento eletrônico da escola e os relatórios técnicos produzidos pela equipe da unidade.

A medida permite que os investigadores tenham acesso a registros que podem ajudar a esclarecer a movimentação no local e as circunstâncias descritas nos depoimentos.

Como identificar possíveis sinais de abuso sexual infantil?

Nem toda mudança de comportamento significa que uma criança sofreu abuso. No entanto, alterações repentinas e persistentes podem merecer atenção, principalmente quando aparecem acompanhadas de medo, sofrimento ou relatos sobre situações inadequadas.

Entre os sinais que podem exigir atenção estão:

  • mudança repentina de comportamento;
  • medo intenso de determinadas pessoas ou lugares;
  • alterações no sono ou na alimentação;
  • recusa incomum de contato físico;
  • comportamento sexual incompatível com a idade;
  • queixas ou dores físicas sem explicação aparente;
  • ansiedade, tristeza ou irritabilidade persistente;
  • resistência incomum em ir à escola ou a determinados ambientes.

É importante evitar conclusões precipitadas. Sinais isolados não comprovam que houve violência, e a investigação deve ser conduzida por profissionais capacitados.

O que fazer quando uma criança relata uma possível violência?

Quando uma criança conta que sofreu ou presenciou uma situação de violência, a orientação é ouvi-la com calma e sem pressioná-la a fornecer detalhes.

Também é importante evitar perguntas sugestivas ou insistentes que possam influenciar o relato. O ideal é acolher a criança, demonstrar que ela fez bem em contar o que aconteceu e procurar ajuda especializada e as autoridades competentes.

Em situações de suspeita ou confirmação de violência contra crianças e adolescentes, a denúncia pode ser feita pelo Disque 100, canal nacional de denúncias de violações de direitos humanos.

Em situações de emergência ou risco imediato, a população pode acionar a Polícia Militar pelo 190.

O caso envolvendo as duas crianças de Itanhaém continua sob investigação. Até que as autoridades concluam a apuração e a Justiça se manifeste, o inspetor permanece na condição de investigado, e as denúncias ainda não representam uma condenação.

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