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Educação – Estudantes do ensino fundamental e médio de escolas públicas e privadas de todo o país se reúnem, a partir desta segunda-feira (3), em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, para participar da Jornada de Foguetes 2026.
O encontro reúne equipes formadas por alunos que tiveram os melhores desempenhos na Olimpíada Brasileira de Foguetes (Obafog), realizada em 15 de maio. A competição integra a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e combina ciência, tecnologia e atividades práticas.
A programação acontece no Hotel Fazenda Ribeirão e reúne estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e das três séries do ensino médio.
Competição reúne 18 equipes
Ao todo, a Jornada de Foguetes 2026 terá 18 equipes participantes. Dezesseis delas disputarão as atividades ao longo deste ano, enquanto as duas últimas jornadas estão previstas para fevereiro de 2027.
As primeiras etapas começam nesta segunda-feira (3) e seguem até quinta-feira (6). As duas últimas estão marcadas para ocorrer entre os dias 22 e 25 de fevereiro de 2027.
Apesar do caráter competitivo, a proposta do evento vai muito além de premiar os melhores lançamentos.
Segundo João Batista Garcia Canalle, coordenador da OBA e da Obafog, os participantes também desenvolvem conhecimentos científicos e habilidades de comunicação.
“Não é uma simples competição. Os estudantes lançam foguetes, são premiados. Saem com troféus de campeão, vice-campeão, menção honrosa. O importante é que aprendem a fazer outros tipos de foguetes e comunicação oral, quando expõem o foguete e a base que construíram e trouxeram”, explicou o professor e astrônomo à Agência Brasil.
Alunos constroem e lançam foguetes
Durante a Jornada de Foguetes, os estudantes participam de oficinas nas quais aprendem a construir e lançar dois novos tipos de foguetes.
Um dos modelos envolve componentes eletrônicos e um sistema de liberação de paraquedas durante a descida.
A atividade permite que os estudantes tenham contato direto com conceitos que normalmente aparecem de maneira mais abstrata nas aulas de ciências, como força, movimento, pressão, química e eletrônica.
A programação também inclui palestras com equipes universitárias responsáveis pela construção de foguetes de maior porte.
Para Canalle, a experiência ajuda a aproximar os conteúdos escolares da realidade dos alunos.
“Eles saem sabendo muito mais do que quando chegaram. Isso é muito importante”, afirmou.
Foguetes usam água, ar comprimido e reação química
Os experimentos são adaptados à faixa etária dos participantes.
Os estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental constroem foguetes que utilizam água e ar comprimido para o lançamento.
Já os alunos do ensino médio trabalham com foguetes impulsionados por uma reação entre vinagre e bicarbonato de sódio.
A escolha permite trabalhar conceitos de química junto às demais áreas envolvidas na construção e no lançamento dos foguetes.
Na prática, os estudantes precisam compreender como os materiais utilizados interferem no funcionamento do modelo e aplicar conhecimentos científicos para melhorar o desempenho do lançamento.
Programação também inclui astronomia
A experiência em Barra do Piraí não se limita às oficinas e aos lançamentos.
Os participantes também terão contato com atividades relacionadas à astronomia e à exploração espacial. Entre elas estão observações do céu noturno, sessões de planetário e acompanhamento de lançamentos de foguetes.
A programação foi estruturada para que os alunos tenham contato com diferentes áreas da ciência ao longo da jornada.
A organização também pretende estimular a colaboração entre os participantes, além da capacidade de explicar os próprios projetos.
Jornada começa com atividades até a noite
A abertura oficial da Jornada de Foguetes está prevista para ocorrer das 20h às 22h desta segunda-feira (3).
As atividades da jornada começam às 8h e podem seguir até as 22h. Às quintas-feiras, a programação termina ao meio-dia, quando são realizadas as premiações das equipes vencedoras.
A organização e os participantes chegam a Barra do Piraí ao longo do início da semana para dar início às atividades.
Evento aproxima estudantes da ciência
A Jornada de Foguetes tem como proposta ensinar conceitos de ciência, astronomia e astronáutica de maneira prática e divertida.
O formato também permite que os estudantes tenham contato com áreas que podem despertar interesse por carreiras científicas e tecnológicas.
Além de construir os foguetes, os alunos precisam apresentar seus projetos, explicar como os modelos foram desenvolvidos e trabalhar em equipe.
A iniciativa mostra como uma competição escolar pode funcionar também como espaço de aprendizagem. Afinal, o resultado de um lançamento não depende apenas de quem consegue fazer o foguete chegar mais longe, mas de entender por que ele voou, o que poderia ser melhorado e como transformar conhecimento teórico em um experimento concreto.
Quem organiza a Jornada de Foguetes 2026?
A Jornada de Foguetes é realizada pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB).
O evento conta ainda com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Centro Universitário Facens, BTG Pactual, Bizu Space e da Força Aérea Brasileira.
A programação reúne estudantes de diferentes regiões e realidades escolares do país em torno de um mesmo objetivo: aprender ciência colocando a mão na massa.
Ao transformar fórmulas, conceitos de física e química e conhecimentos de astronomia em foguetes que realmente saem do chão, a jornada busca mostrar aos alunos que ciência também pode ser experimentada, testada e construída por eles.

