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A morte de uma menina de 3 anos durante um incêndio no bairro Pae Cará, em Vicente de Carvalho, distrito de Guarujá, voltou a chamar a atenção para um problema que moradores da região afirmam enfrentar há anos: a falta de água em momentos críticos.
Foto: Yasmin Braga/TV Tribuna e Reprodução/Redes sociais
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A morte de uma menina de 3 anos durante um incêndio no bairro Pae Cará, em Vicente de Carvalho, distrito de Guarujá, voltou a chamar a atenção para um problema que moradores da região afirmam enfrentar há anos: a falta de água em momentos críticos.

A tragédia aconteceu na última semana e mobilizou vizinhos, que foram os primeiros a tentar controlar as chamas antes da chegada do Corpo de Bombeiros. Segundo relatos de moradores, a tentativa de conter o fogo foi dificultada porque muitas residências estavam sem água ou com baixa pressão nas torneiras.

A criança não resistiu. A irmã, de 6 anos, foi resgatada com queimaduras e encaminhada para atendimento médico.

Alicia Mandu, de 3 anos, morreu após ter quarto atingido por incêndio em Guarujá — Foto: Abner Reis/TV Tribuna

Debate sobre a falta d’água em emergências

O caso reacendeu uma discussão importante: em ocorrências como incêndios, acidentes ou outras emergências, os primeiros socorros costumam ser prestados por quem está mais próximo, enquanto as equipes especializadas ainda estão a caminho. Nessas situações, o acesso à água pode ser decisivo para conter as chamas e evitar que o fogo se espalhe.

Após a repercussão do caso, moradores voltaram a denunciar problemas recorrentes no abastecimento em diferentes bairros do município. Muitos afirmam que enfrentam interrupções frequentes no fornecimento e cobram investimentos para evitar que situações semelhantes se repitam.

Em nota, a Sabesp informou que não identificou registros de desabastecimento na região onde o incêndio ocorreu e afirmou que o sistema de abastecimento operava normalmente no momento da ocorrência. A companhia também informou que segue monitorando a rede e apurando os relatos apresentados pela população.

Enquanto a Polícia Civil investiga as causas do incêndio, o episódio também serve como alerta para a importância da infraestrutura urbana em situações de emergência. Especialistas destacam que medidas preventivas, manutenção da rede de abastecimento e planejamento dos serviços públicos podem contribuir para reduzir os impactos de tragédias como essa.

A morte da criança gerou comoção entre moradores e reforçou o debate sobre a necessidade de garantir condições adequadas para que a população possa agir nos primeiros minutos de uma emergência, período considerado essencial para salvar vidas.

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