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Estreito de Ormuz
Reprodução internet
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Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (5) que o Estreito de Ormuz deverá ser reaberto “em breve” e voltou a ameaçar uma nova ofensiva militar contra o Irã caso isso não aconteça.

Em entrevista à Fox News, Trump disse que representantes americanos e iranianos passaram “um dia inteiro” em negociações na terça-feira (4). Segundo o presidente, as conversas foram positivas, mas ele afirmou que os Estados Unidos poderão voltar a atacar o Irã caso não haja um acordo ou se Teerã descumprir compromissos.

“O estreito vai ser reaberto muito em breve ou eles serão atingidos com muita força”, afirmou Trump.

O presidente americano também declarou que sua preferência é alcançar uma solução por meio da diplomacia, apesar da ameaça de novos ataques.

Trump diz que negociações com Irã avançam

Trump afirmou que os Estados Unidos e o Irã tiveram um dia de negociações que, segundo ele, avançaram de maneira positiva.

O presidente americano, entretanto, voltou a fazer um alerta caso as tratativas não produzam um acordo.

“Se eles voltarem atrás novamente, serão atingidos com muita força. Eles sabem disso. Eles entendem isso. Não tenho outra escolha”, disse.

Trump também afirmou que os Estados Unidos já realizaram ataques contra o Irã e que uma ofensiva ainda mais intensa poderia ocorrer.

“Nós os atingimos com muita, muita força. Mas o ataque mais duro ainda está por vir e espero que não precisemos usá-lo”, declarou.

A ameaça, contudo, foi acompanhada de uma sinalização de que Washington ainda prioriza uma solução negociada.

“Espero que não. Estamos tendo conversas muito boas. Eles não gostam de admitir isso”, afirmou Trump.

Irã nega negociações diretas com os Estados Unidos

Apesar das declarações do presidente americano, o governo do Irã nega que esteja realizando negociações diretas com Washington.

Teerã afirma que está trabalhando com Omã para buscar um acordo que permita a reabertura do Estreito de Ormuz.

A diferença entre os relatos evidencia a dificuldade de estabelecer até que ponto os Estados Unidos e o Irã estão envolvidos em negociações diretas e quais são os termos discutidos.

Omã atua como intermediário entre os dois lados, em um momento de elevada tensão no Golfo Pérsico.

O que está em jogo no Estreito de Ormuz?

O Estreito de Ormuz é uma das principais passagens marítimas para o transporte internacional de petróleo e gás natural.

A região conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia. Por sua localização estratégica, qualquer interrupção significativa na passagem de embarcações pode ter consequências para o comércio internacional e para os mercados de energia.

A possibilidade de reabertura, portanto, não envolve apenas Estados Unidos e Irã. O funcionamento da rota é acompanhado de perto por países produtores de petróleo, empresas de energia e governos que dependem do transporte marítimo pelo Golfo Pérsico.

Reabertura pode abrir caminho para novas negociações nucleares

Os mediadores envolvidos nas tratativas esperam que a reabertura do Estreito de Ormuz ajude a criar condições para que Estados Unidos e Irã retomem discussões sobre o programa nuclear iraniano.

A questão nuclear é um dos principais pontos de tensão entre Washington e Teerã.

O governo americano busca limitar as atividades nucleares do Irã, enquanto Teerã rejeita pressões que considera incompatíveis com sua soberania.

Nesse contexto, a situação em Ormuz se conecta a uma disputa muito maior. A reabertura da passagem marítima pode representar um primeiro passo para reduzir a tensão e permitir que as negociações sobre o programa nuclear voltem ao centro da agenda diplomática.

Por enquanto, porém, os dois países apresentam versões diferentes sobre o andamento das negociações, enquanto Trump mantém a ameaça de uma nova ofensiva caso não haja um acordo.

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