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rede elétrica de Cuba
Reprodução internet
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Mundo – A rede elétrica de Cuba entrou em colapso no fim do domingo (2), deixando milhões de pessoas sem energia em uma ilha de cerca de 10 milhões de habitantes. O apagão agrava uma crise energética que vem se intensificando no país e ocorre após três interrupções nacionais registradas durante julho.

A União Elétrica de Cuba informou na madrugada desta segunda-feira (3) que trabalhava para restabelecer o fornecimento. Segundo a operadora estatal, duas unidades da Energas Boca de Jaruco estavam sendo sincronizadas ao sistema elétrico nacional.

A usina fica a aproximadamente 50 quilômetros a leste de Havana e é considerada uma instalação importante para o abastecimento energético do país.

Cuba enfrenta sequência de apagões

O novo colapso acontece em um momento de forte pressão sobre o sistema elétrico cubano. Apenas em julho, o país registrou três apagões nacionais, aumentando a frequência das interrupções no fornecimento de energia.

A infraestrutura envelhecida e a dificuldade de obter combustível estão entre os fatores que pressionam o sistema energético da ilha.

A falta de energia afeta atividades cotidianas de milhões de cubanos e aumenta as dificuldades enfrentadas pela população em meio à crise econômica e energética.

Até a manhã desta segunda-feira, a União Elétrica não havia divulgado uma explicação detalhada para a causa do novo colapso nacional.

Falta de combustível pressiona sistema elétrico

A crise energética ocorre enquanto Cuba enfrenta dificuldades para garantir a importação de combustível necessário para manter suas usinas em funcionamento.

Segundo a Reuters, o país perdeu uma importante fonte de abastecimento depois que os Estados Unidos impuseram um bloqueio de petróleo. A medida ocorreu após Washington retirar do poder o presidente venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.

A Venezuela havia sido durante anos um dos principais fornecedores de petróleo para Cuba. As importações provenientes do México também foram interrompidas em meio ao aumento da pressão norte-americana.

A redução da oferta de combustível tornou ainda mais difícil manter funcionando uma infraestrutura elétrica que já enfrenta problemas relacionados à idade e às condições de operação.

Governo busca alternativas para setor de energia

Em meio à crise, Havana começou a promover mudanças no setor energético com o objetivo de ampliar as possibilidades de importação e distribuição de combustível.

O governo cubano autorizou recentemente o primeiro empreendimento de importação de combustível com apoio estrangeiro.

Além disso, quase 200 empresas cubanas receberam autorização para participar da distribuição atacadista de combustíveis.

As medidas representam uma tentativa de ampliar as alternativas de abastecimento em um momento no qual a escassez de combustível contribui para o agravamento dos problemas no sistema elétrico.

Energia começa a ser restabelecida

A União Elétrica informou que duas unidades da Energas Boca de Jaruco estavam sendo sincronizadas ao sistema nacional durante a madrugada.

A sincronização de uma usina significa conectar novamente sua geração à rede elétrica, permitindo que a energia produzida seja incorporada ao sistema.

Ainda não havia, até o momento das informações divulgadas, uma previsão para o restabelecimento completo da energia em todo o país.

O novo apagão ocorre poucos dias depois de outras interrupções nacionais e aumenta a pressão sobre as autoridades cubanas para encontrar soluções capazes de garantir um fornecimento mais estável.

Enquanto o governo tenta recuperar a rede, a sequência de apagões evidencia o tamanho do desafio enfrentado pelo sistema elétrico de Cuba, que depende de combustível em meio a dificuldades de importação e opera com uma infraestrutura considerada envelhecida.

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