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Mundo – O número de mortos na fronteira da Espanha durante uma tentativa de entrada em massa no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, subiu para 34, segundo o prefeito da cidade, Juan Vivas. As mortes ocorreram durante a travessia de migrantes vindos do Marrocos por rotas marítimas e terrestres.
Inicialmente, o Ministério do Interior da Espanha havia informado 19 mortes. A atualização ocorreu após novas informações das autoridades locais sobre a operação de travessia registrada na quinta-feira (30).
Espanha estima 49 mil travessias para Ceuta
Segundo o Ministério do Interior espanhol, cerca de 49 mil migrantes teriam cruzado para Ceuta nas últimas 24 horas, partindo do Marrocos por mar e por terra.
A dimensão do fluxo migratório gerou uma mobilização de forças de segurança espanholas e marroquinas para reforçar a fronteira.
A emissora estatal espanhola TVE informou que entre 2 mil e 3 mil pessoas conseguiram atravessar para Ceuta na quinta-feira. Moradores da cidade marroquina de Fnideq relataram que a maior parte das entradas ocorreu antes do meio-dia.
Migrantes tentaram atravessar por mar e terra
Imagens divulgadas após o episódio mostraram centenas de pessoas tentando nadar a partir do território marroquino em direção a Ceuta.
Outros grupos tentaram avançar por terra e romper barreiras de acesso ao território espanhol.
A Guarda Civil espanhola relatou que a situação provocou sobrecarga das equipes responsáveis pelo controle da área do quebra-mar de Tarajal, um dos principais pontos de passagem.
Ceuta é uma das principais portas de entrada para a Europa
Ceuta e Melilla, outro enclave espanhol localizado no norte do Marrocos, são os únicos territórios da União Europeia com fronteira terrestre no continente africano.
Por causa da localização estratégica, as duas cidades registram frequentemente tentativas de travessia de migrantes que buscam chegar à Europa.
As rotas envolvem riscos elevados, especialmente durante travessias marítimas improvisadas ou tentativas de ultrapassar estruturas de fronteira.
Espanha reforça segurança após crise migratória
Após o aumento das tentativas de entrada, a Espanha enviou reforços militares e policiais para Ceuta.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que o governo estava mobilizando recursos para responder à situação e retomar o controle da fronteira.
“Estamos mobilizando todos os recursos necessários, trabalhando com as autoridades marroquinas e internacionais, e preparando as medidas necessárias para recuperar a normalidade o mais rápido possível”, afirmou Sánchez.
A crise também provocou novos debates na Europa sobre controle de fronteiras, políticas migratórias e proteção dos direitos humanos após constatada 34 mortos na fronteira da Espanha.

