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Juiz de Fora – A Prefeitura de Juiz de Fora lançou uma campanha para arrecadar livros sobre história da população negra, cultura afro-brasileira e temas relacionados. As doações irão compor o acervo da Sala de Pesquisa Adenilde Petrina, espaço criado para fortalecer estudos sobre relações raciais e preservar a memória negra na cidade.
A iniciativa convida moradores a dar um novo destino a obras em bom estado de conservação, ampliando o acesso ao conhecimento e incentivando pesquisas sobre a história e a cultura afro-brasileira.
Sala de pesquisa homenageia liderança do movimento negro
A Sala de Pesquisa Adenilde Petrina funciona na sede da Secretaria Especial da Igualdade Racial (Seir), localizada na Avenida Barão do Rio Branco, nº 2.234, no Centro de Juiz de Fora.
O espaço integra o Centro de Preservação da Memória Negra de Juiz de Fora e Região (CenPre) e foi criado para reunir livros, pesquisas e materiais voltados à história da população negra, às relações raciais e à produção de conhecimento sobre o tema.
Quais livros podem ser doados?
A campanha recebe livros em bom estado de conservação.
A prioridade é para obras que abordem temas como:
- relações raciais;
- história e cultura afro-brasileira;
- povos tradicionais;
- movimentos sociais;
- direitos humanos;
- assuntos relacionados à população negra.
As doações podem ser entregues diretamente na sede da Seir.
Onde fazer a doação?
Os exemplares devem ser levados para:
Secretaria Especial da Igualdade Racial (Seir)
- Endereço: Avenida Barão do Rio Branco, nº 2.234, Centro, em frente ao Parque Halfeld;
- Atendimento: segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados, das 9h às 15h.
Quem foi Adenilde Petrina?
A sala leva o nome de Adenilde Petrina Bispo, professora, filósofa, comunicadora popular e uma das principais lideranças do movimento negro em Juiz de Fora.
Formada em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) na década de 1970, Adenilde dedicou sua trajetória à defesa dos direitos da população negra e ao fortalecimento das comunidades periféricas.
Nos últimos anos, ganhou destaque pelo trabalho desenvolvido no Coletivo Vozes da Rua, voltado à inclusão social de jovens da periferia.
Também atuou por uma década na rádio comunitária Mega, no bairro Santa Cândida, promovendo debates sobre temas como saúde, educação, transporte coletivo e saneamento básico.
Em reconhecimento à sua contribuição para a sociedade, recebeu, em 2017, o título de Doutora Honoris Causa pela UFJF.
Adenilde Petrina faleceu em 2025, aos 73 anos, deixando um legado de atuação comunitária e defesa da igualdade racial.
Campanha busca preservar a memória e ampliar o acesso ao conhecimento
Com a formação do novo acervo, a Prefeitura de Juiz de Fora pretende fortalecer pesquisas, incentivar a produção de conhecimento e preservar a memória da população negra da cidade e da região.
A expectativa é que a campanha contribua para transformar a Sala de Pesquisa Adenilde Petrina em um espaço de referência para estudantes, pesquisadores e toda a comunidade interessada na história e na cultura afro-brasileira.

