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Michelle Bolsonaro Senado
Reprodução Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Política – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) está decidida a disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal nas eleições de 2026, segundo aliados próximos. A avaliação do grupo político é de que sua candidatura é estratégica para evitar que as duas vagas em disputa sejam conquistadas por candidatos da esquerda.

A definição ocorre após semanas de incerteza, marcadas por desgastes internos no PL e por divergências públicas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Crises internas chegaram a colocar candidatura em dúvida

Michelle chegou a cogitar desistir da disputa ao Senado após os atritos familiares e partidários ganharem repercussão no fim de junho.

Na ocasião, a ex-primeira-dama publicou vídeos nas redes sociais relatando desentendimentos com o enteado Flávio Bolsonaro, o que gerou uma crise pública dentro do partido.

Nesta semana, porém, ambos divulgaram novos vídeos anunciando uma reconciliação. Flávio pediu desculpas pelos episódios, e Michelle afirmou que aceitou o pedido, defendendo o diálogo e a união do grupo político.

Aliados consideram candidatura estratégica

De acordo com pessoas próximas à ex-primeira-dama, a presença de Michelle na disputa é considerada essencial para manter a competitividade da direita no Distrito Federal.

A avaliação é que, sem sua candidatura, candidatos da esquerda poderiam conquistar as duas cadeiras que estarão em disputa para o Senado nas eleições de 2026.

Pesquisa mostra Michelle entre os primeiros colocados

Levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas na segunda-feira (20) aponta a senadora Leila do Vôlei (PDT) na liderança das intenções de voto, com 39,2%.

Na sequência aparecem:

  • Michelle Bolsonaro (PL): 36%;
  • Deputada federal Erika Kokay (PT): 28,4%;
  • Deputada federal Bia Kicis (PL): 18,3%.

Os percentuais refletem o cenário atual da disputa no Distrito Federal e são acompanhados pelas articulações partidárias para a formação das chapas.

Reconciliação fortalece articulações políticas

A aproximação entre Michelle e Flávio Bolsonaro também é vista por integrantes do PL como um movimento importante para fortalecer a pré-campanha presidencial do senador.

Nos bastidores, aliados avaliam que a reaproximação pode ampliar o diálogo com o eleitorado feminino e evangélico, além de reduzir os impactos políticos provocados pelas divergências internas que vieram a público nas últimas semanas.

Para Michelle, a reconciliação também representa um reposicionamento na política do Distrito Federal, reforçando sua participação nas articulações do partido para as eleições de 2026.

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