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Política – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou uma crise de soluços que durou cerca de 36 horas consecutivas nesta semana, segundo relatório médico enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (17). O documento informa que foi necessário aumentar a dosagem dos medicamentos para controlar o quadro.
De acordo com a equipe médica, Bolsonaro vinha apresentando estabilidade clínica nas últimas semanas, mas voltou a sofrer com o problema há três dias. Após o ajuste na medicação, os médicos afirmaram que houve resposta satisfatória ao tratamento.
Relatório aponta efeitos colaterais dos medicamentos
Bolsonaro teve crise de soluços e apesar da melhora, o relatório destaca que o ex-presidente continua apresentando efeitos colaterais relacionados aos medicamentos de ação central.
Entre os principais sintomas relatados estão:
- Sonolência;
- Instabilidade crônica do equilíbrio corporal.
Segundo o documento, Bolsonaro permanece estável do ponto de vista hemodinâmico, respiratório e cardiológico, mas segue sob acompanhamento devido aos efeitos da medicação.
Tratamento inclui fisioterapia e dieta controlada
A equipe médica informou ainda que o ex-presidente mantém uma dieta rigorosa, realiza sessões de fisioterapia e exercícios físicos regularmente.
Também foram mantidas medidas preventivas para reduzir o risco de quedas e evitar episódios de refluxo, em razão das condições clínicas apresentadas.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março. Ele passou para o regime após receber alta hospitalar, quando concluiu o tratamento de uma broncopneumonia.
Até o momento, o relatório médico indica que o quadro clínico permanece controlado, sem necessidade de novas intervenções além do acompanhamento contínuo da equipe responsável.

