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Educação – O Senado Federal aprovou um projeto de lei que torna a educação financeira parte do currículo dos ensinos fundamental e médio em todo o país. A proposta determina que o tema seja trabalhado de forma transversal nas disciplinas já existentes e agora retorna à Câmara dos Deputados, já que sofreu alterações durante a tramitação no Senado.
Se aprovado novamente pelos deputados e sancionado pelo presidente da República, o texto passará a integrar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
Educação financeira será integrada às disciplinas
O projeto, de autoria da deputada Any Ortiz (PP-RS), prevê que a educação financeira seja abordada ao longo de todos os anos da educação básica, sem a criação de uma disciplina específica.
A proposta estabelece que os conceitos relacionados às finanças sejam incorporados às matérias já existentes, permitindo que cada escola tenha autonomia para definir como o conteúdo será incluído em seu projeto pedagógico.
Embora a educação financeira já faça parte da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) desde 2017, o projeto busca incluir essa obrigatoriedade diretamente na legislação educacional brasileira.
Texto amplia conteúdo para educação fiscal e previdenciária
Durante a análise no Senado, a relatora, senadora Teresa Leitão (PT-PE), apresentou alterações para ampliar o alcance da proposta.
Além da educação financeira, o texto passou a incluir conteúdos de educação fiscal, previdenciária e securitária, permitindo que os estudantes aprendam sobre temas como impostos, financiamento dos serviços públicos, previdência social e seguros.
Com as modificações, o projeto precisará ser analisado novamente pela Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção presidencial.
Especialistas destacam benefícios para os estudantes
Para especialistas da área da educação, a iniciativa pode contribuir para formar cidadãos mais preparados para lidar com o dinheiro e tomar decisões financeiras conscientes.
Em entrevista à CNN Brasil, a diretora de desenvolvimento de lideranças da organização Ensina Brasil, Stephanie Zanini, afirmou que o ensino de educação financeira pode transformar a relação dos jovens com o dinheiro.
“A inserção da aprendizagem sobre educação financeira é o que pode mudar a forma como lidamos com dinheiro e pode empoderar crianças e jovens no planejamento financeiro e consumo consciente.”
Já Bruna Waitman, diretora de políticas públicas da Parceiros da Educação, destacou que o conteúdo pode ser aplicado de forma prática em disciplinas como Matemática, aproximando conceitos como frações e gráficos da realidade dos estudantes e fortalecendo a preparação para o mercado de trabalho e os desafios da vida adulta.

