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Netanyahu promete resposta ao Hezbollah
Reprodução internet
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Mundo – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta-feira (19) que o Hezbollah pagará um “preço muito alto” pela morte de quatro militares israelenses no sul do Líbano. O episódio representa a primeira baixa de soldados de Israel desde a assinatura do acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos com o Irã e amplia as tensões na região.

Em comunicado, Netanyahu informou que determinou às Forças de Defesa de Israel (IDF) uma resposta militar contra o grupo libanês, classificando o ataque como uma violação do cessar-fogo.

Ataque matou quatro soldados israelenses

Segundo as IDF, os militares estavam em um tanque Merkava quando foram atingidos por um dispositivo explosivo. Os quatro soldados morreram durante a ação, considerada uma das mais graves para as forças israelenses desde o início do conflito.

Os militares investigam se o veículo foi atingido por um míssil antitanque ou por um drone explosivo. Após o ataque, Israel lançou uma série de bombardeios no sul do Líbano.

Autoridades libanesas informaram que pelo menos 21 pessoas morreram em decorrência dos ataques realizados nesta sexta-feira.

Hezbollah diz ter destruído tanques israelenses

Em nota, o Hezbollah afirmou que atraiu tropas israelenses para uma emboscada e atingiu três tanques Merkava com mísseis guiados. O grupo declarou ainda que seus combatentes continuaram os ataques utilizando foguetes e artilharia.

Netanyahu reiterou que as tropas israelenses permanecerão na chamada zona de segurança no sul do Líbano pelo tempo que considerar necessário para proteger comunidades próximas à fronteira.

Ministros israelenses defendem intensificação dos ataques

Após a confirmação das mortes, o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, defendeu uma resposta ainda mais severa e declarou que “todo o Líbano deveria arder”. Já o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, afirmou que é hora de “abrir os portões do inferno”.

As declarações aumentaram a preocupação sobre uma possível escalada militar na região.

Irã suspende negociações e cresce tensão com os EUA

Enquanto isso, autoridades iranianas pediram garantias de que os confrontos no Líbano serão interrompidos antes de retomar negociações com os Estados Unidos na Suíça.

As divergências também provocaram atritos entre Washington e o governo israelense. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, criticou integrantes do governo de Israel que se opõem ao acordo firmado entre americanos e iranianos, ressaltando que os EUA seguem como principal aliado militar do país.

Apesar das pressões internacionais, Netanyahu reafirmou que Israel manterá sua presença militar no sul do Líbano e não descarta novas operações na região.

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