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ataques israelenses no Líbano
Reprodução Internet
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Mundo – Novos ataques israelenses no sul do Líbano deixaram dezenas de mortos e ampliaram a instabilidade em meio ao cessar-fogo firmado entre Israel e o grupo Hezbollah. Segundo o Ministério da Saúde libanês, ao menos 34 pessoas morreram e outras 77 ficaram feridas na quarta-feira (27), em um dos dias mais violentos desde o início da trégua, em abril.

Os bombardeios continuaram nesta quinta-feira (28), com novos registros de vítimas civis, incluindo crianças, e reforçaram os temores de escalada regional em um cenário já marcado por tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e grupos armados aliados.

O que aconteceu nos novos ataques no Líbano?

As ofensivas ocorreram em diversas cidades do sul do país, incluindo Adloun, Sidon e Tiro.

Segundo autoridades libanesas, seis pessoas morreram nesta quinta-feira em Adloun, entre elas duas crianças. De acordo com a agência estatal libanesa, as vítimas integravam uma família que deixava uma área sob alerta militar quando foi atingida.

Moradores relataram destruição significativa após os ataques.

“Estávamos dormindo. Às duas da manhã, acordamos com um impacto muito forte”, relatou uma moradora de Sidon à agência Reuters.

As Forças Armadas israelenses ainda não haviam divulgado posicionamento oficial sobre parte das ocorrências mais recentes até a publicação das informações.

Israel amplia operações e emite novos alertas de retirada

As Forças de Defesa de Israel intensificaram avisos para evacuação de áreas do sul libanês, incluindo cidades consideradas estratégicas.

Segundo militares israelenses, as operações têm como objetivo atingir estruturas e combatentes ligados ao Hezbollah.

Israel informou ter atacado aproximadamente 550 alvos atribuídos ao grupo desde o início da semana.

Além dos ataques aéreos, fontes relataram expansão das operações terrestres israelenses em áreas próximas à chamada Linha Amarela, zona tampão proposta entre os territórios.

Autoridades israelenses afirmam que as ações buscam eliminar ameaças consideradas imediatas à segurança do país.

Cessar-fogo enfrenta pressão crescente

Os ataques aumentam a pressão sobre o cessar-fogo anunciado em 16 de abril e prorrogado em 15 de maio.

A trégua tinha como objetivo reduzir confrontos entre Israel e Hezbollah, mas os episódios recentes colocam em dúvida sua sustentação.

O Hezbollah afirmou ter respondido aos avanços israelenses com drones explosivos, foguetes e artilharia em áreas do sul do Líbano.

O confronto também acontece em paralelo ao aumento das tensões regionais envolvendo Irã e Estados Unidos.

Número de vítimas cresce desde março

Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, mais de 3.200 pessoas morreram e cerca de 9.700 ficaram feridas desde março, período marcado pelo aumento das hostilidades.

Do lado israelense, autoridades militares afirmam que 10 soldados morreram desde o início do cessar-fogo em abril.

Organizações internacionais acompanham o cenário com preocupação devido ao impacto humanitário e ao risco de expansão dos confrontos para outras áreas da região.

Enquanto diplomatas tentam preservar acordos de cessação das hostilidades, os novos bombardeios indicam que a estabilidade continua distante.

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