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Baixada Santista – A gerente comercial Juliana Silva Xavier, de 39 anos, morreu após complicações relacionadas a uma cirurgia plástica realizada em São Paulo. Moradora de Iguape, no litoral paulista, ela deixou um bebê de apenas cinco meses.
Segundo o marido da vítima, Luís Antônio Castro Barros, a cirurgia envolvia procedimentos no abdômen, nos seios e nos glúteos, em um pacote conhecido como “mommy makeover”, termo utilizado para definir cirurgias voltadas à recuperação estética após a gravidez.
De acordo com a família, o procedimento custou mais de R$ 37 mil.
Família diz que médico garantiu segurança da cirurgia
Ao g1, o marido contou que Juliana sonhava em colocar silicone e escolheu o profissional após indicação de amigas. Segundo Luís, o médico teria afirmado que não havia problema em realizar a cirurgia poucos meses após o parto.
A operação foi feita no Hospital Ruben Berta, em São Paulo, no dia 12 de maio. Conforme o boletim de ocorrência, Juliana apresentou complicações horas após o procedimento e precisou ser transferida ao Hospital Alvorada Moema.
A morte foi constatada em 14 de maio.
Mulher apresentou complicações no pós-operatório
Segundo o viúvo, a esposa voltou desacordada ao quarto após a cirurgia, cerca de seis horas depois do horário inicialmente previsto pela equipe médica.
Ainda conforme o relato, Juliana chegou a ser levada para a UTI sob suspeita de reação alérgica a medicamentos. Depois, retornou ao quarto reclamando de dores, calor e sede.
Luís afirmou que percebeu um agravamento no quadro quando os profissionais pediram ajuda para acordar a paciente. Horas depois, ela foi transferida novamente para outra unidade hospitalar.
Caso é investigado pela Polícia Civil
O caso foi registrado inicialmente como morte súbita sem causa aparente e passou a ser investigado pelo 96º Distrito Policial de São Paulo.
A Polícia Civil apura se a morte ocorreu por complicações cirúrgicas, condição pré-existente ou eventual falha médica.
Segundo o diagnóstico hospitalar citado na ocorrência, Juliana morreu em decorrência de uma tromboembolia pulmonar. O resultado dos laudos periciais do Instituto Médico Legal (IML) deve ajudar a esclarecer as causas da morte.
Defesa afirma que cirurgia ocorreu dentro da normalidade
Em nota, o advogado que representa o médico responsável afirmou que todos os exames e avaliações pré-operatórias foram realizados antes da cirurgia e que o procedimento ocorreu dentro da normalidade esperada.
A defesa também declarou que houve uma intercorrência clínica grave no pós-operatório, atribuída a alterações orgânicas apresentadas pela própria paciente.
O Hospital Alvorada informou que Juliana chegou à unidade em estado grave e que todas as medidas médicas possíveis foram adotadas antes da confirmação da morte.

