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prisão de Deolane
Reprodução redes sociais
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Brasil – A Justiça de São Paulo negou neste domingo (24) um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra. Com a decisão, ela permanece presa preventivamente na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

A defesa informou que avalia recorrer ao Superior Tribunal de Justiça após a negativa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Os advogados aguardam agora o julgamento do mérito do pedido.

Defesa tenta reverter prisão preventiva

Segundo os representantes de Deolane, a prisão é considerada “ilegal e exagerada”. O advogado Aury Lopes Júnior afirmou que pretende recorrer aos tribunais superiores para buscar a liberdade da influenciadora.

A defesa sustenta que Deolane ainda não teve oportunidade de apresentar esclarecimentos completos dentro da investigação e reforça que ela nega qualquer envolvimento com atividades criminosas.

Antes da nova negativa, os advogados já haviam feito outros pedidos na Justiça paulista e no Supremo Tribunal Federal.

Na sexta-feira (23), o ministro Flávio Dino rejeitou um pedido de prisão domiciliar, afirmando não identificar ilegalidade evidente que justificasse intervenção imediata da Corte.

Investigação aponta suposta ligação com lavagem de dinheiro

Deolane é investigada por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital.

De acordo com a investigação, a influenciadora teria mantido relações pessoais e comerciais com um dos supostos gestores de uma transportadora investigada pelas autoridades. A polícia aponta ainda movimentações financeiras consideradas incompatíveis e indícios de uso de empresas para ocultação de recursos ilícitos.

Os investigadores afirmam que foram identificadas 35 empresas registradas em um mesmo endereço, estrutura que teria sido utilizada para movimentações suspeitas.

Entre os elementos analisados pela polícia estão comprovantes de depósitos encontrados em um celular apreendido durante a operação. Segundo os investigadores, os repasses financeiros não seriam compatíveis com pagamentos por serviços advocatícios.

Deolane está em sala de Estado-Maior

A influenciadora foi transferida na última sexta-feira (22) para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, onde permanece em uma sala de Estado-Maior.

O espaço é destinado a advogados presos preventivamente e está previsto no Estatuto da Advocacia para profissionais inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil. A medida garante custódia separada das celas comuns enquanto não houver condenação definitiva.

Segundo as autoridades, a prerrogativa não impede a prisão nem interfere no andamento da investigação, servindo apenas para assegurar condições diferenciadas de detenção previstas em lei.

Defesa afirma confiar na Justiça

Em nota, a defesa reiterou a “absoluta inocência” de Deolane e classificou as medidas judiciais como desproporcionais.

Os advogados afirmaram que continuarão colaborando com a Justiça e que pretendem demonstrar a legalidade das atividades exercidas pela influenciadora na condição de advogada.

O caso segue sob investigação.

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