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Brasil – O policial civil Felipe Monteiro Marques, copiloto do helicóptero da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), morreu neste domingo (17) após mais de um ano de luta pela vida. Ele havia sido baleado na cabeça durante uma operação da Polícia Civil na Vila Aliança, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, em março de 2025.
Felipe participava da Operação Torniquete, ação voltada ao combate de uma quadrilha especializada em roubos de vans na região. O helicóptero em que o policial atuava como copiloto foi alvo de disparos feitos por criminosos armados com fuzis.
Desde então, o agente enfrentava um longo processo de recuperação, que mobilizou familiares, colegas de profissão e autoridades da segurança pública do estado.
Policial ficou internado por meses após ser baleado
Após ser atingido, Felipe foi socorrido em estado gravíssimo para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, Zona Sul do Rio. Posteriormente, ele foi transferido para o Hospital São Lucas Copacabana, onde permaneceu internado durante meses.
Em dezembro de 2025, o policial recebeu alta hospitalar para iniciar uma nova etapa de reabilitação. Na ocasião, o médico Renato Ribeiro, responsável pelo acompanhamento do agente, afirmou que ele começaria uma nova fase do tratamento.
Nos últimos dias, no entanto, Felipe apresentou complicações no quadro clínico e precisou ser internado novamente. A morte foi confirmada pela família nas redes sociais do policial.
“Um guerreiro do início ao fim. Hoje nos despedimos com dor, mas também com gratidão por toda força, amor e exemplo que deixou em nossas vidas. Seu legado jamais será esquecido”, publicou a família em nota de pesar.
Governo do Rio lamenta morte do policial civil
Em nota oficial, o Governo do Estado do Rio de Janeiro lamentou a morte do policial e destacou a coragem demonstrada por Felipe durante o período de recuperação.
Segundo o comunicado, o agente travou “uma longa, difícil e corajosa batalha pela vida”, marcada pela dedicação da família, especialmente da esposa, além do apoio de colegas e amigos.
O governo também ressaltou o compromisso do policial com a segurança pública fluminense e afirmou que sua atuação permanecerá como símbolo de bravura dentro da corporação.
Operação Torniquete combate quadrilhas de roubo de vans
A Operação Torniquete tinha como principal objetivo combater grupos criminosos envolvidos em roubos de vans e veículos utilizados no transporte turístico na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
De acordo com a Polícia Civil, a quadrilha investigada causou prejuízos superiores a R$ 5 milhões ao setor apenas em 2024.
Na época do ataque ao helicóptero, o secretário de Polícia Civil do Rio, delegado Felipe Curi, confirmou que o policial havia sido atingido durante a ação aérea de apoio à operação.
O caso voltou a chamar atenção para os riscos enfrentados diariamente por agentes de segurança pública em operações contra o crime organizado no estado.

