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A mais recente pesquisa Genial/Quaest sobre a disputa pelo governo de Goiás em 2026 consolida um cenário de liderança do atual governador, Daniel Vilela, que aparece à frente em todos os cenários testados, tanto no primeiro quanto no segundo turno. O levantamento, divulgado no fim de abril, reforça uma tendência que vem se desenhando desde 2025: a consolidação do emedebista como principal nome na corrida pelo Palácio das Esmeraldas.
No principal cenário de primeiro turno, Vilela registra 33% das intenções de voto, seguido pelo ex-governador Marconi Perillo, com 21%. Mais atrás aparecem Adriana Accorsi, com 10%, e Wilder Morais, com 9%. O número de eleitores indecisos ainda é relevante, chegando a 15%, enquanto 12% afirmam votar em branco, nulo ou não comparecer.
Liderança consistente e cenário de continuidade
A vantagem de Daniel Vilela não se limita a um único recorte. A pesquisa mostra que ele lidera todos os cenários simulados, com variações entre 33% e 34% no primeiro turno, sempre mantendo distância confortável em relação aos adversários.
Esse desempenho é interpretado por analistas como reflexo direto do capital político herdado da atual gestão estadual. A administração do ex-governador Ronaldo Caiado, amplamente aprovada, influencia o eleitorado e fortalece a percepção de continuidade administrativa, fator que favorece o atual governador.
Além disso, a estabilidade dos adversários — que não apresentam crescimento significativo — contribui para ampliar a vantagem do líder nas intenções de voto.
Evolução da disputa ao longo do tempo
A trajetória das pesquisas Quaest em Goiás revela um movimento consistente de crescimento de Daniel Vilela. Em levantamentos realizados em 2025, o então vice-governador aparecia com cerca de 24% a 26% das intenções de voto, em cenário mais equilibrado com Marconi Perillo.
Naquele momento, havia empate técnico dentro da margem de erro e um contingente elevado de indecisos, o que indicava uma disputa ainda aberta. Com o avanço do calendário eleitoral, no entanto, o atual governador ampliou sua vantagem, enquanto seus principais concorrentes oscilaram pouco.
O crescimento de Vilela, portanto, não é pontual, mas resultado de uma tendência consolidada ao longo dos últimos meses.
Simulações de segundo turno
Nos cenários de segundo turno, a pesquisa também aponta vantagem para Daniel Vilela. Contra Marconi Perillo, ele aparece com cerca de 46% das intenções de voto, contra 37% do adversário, mantendo margem confortável.
Em confrontos com outros candidatos, a diferença é ainda maior. Contra Wilder Morais, por exemplo, Vilela chega a ultrapassar a marca de 50%, evidenciando maior competitividade em cenários mais amplos.
Os dados indicam que, além de liderar no primeiro turno, o atual governador também reúne melhores condições de vitória em uma eventual segunda etapa da disputa.
Fragmentação e desafios da oposição
Apesar da liderança consolidada, o cenário eleitoral em Goiás ainda apresenta elementos de indefinição. O percentual significativo de indecisos e votos não válidos mostra que uma parcela relevante do eleitorado ainda não se posicionou.
Além disso, a oposição aparece fragmentada entre diferentes nomes, o que dificulta a formação de uma candidatura competitiva única. Marconi Perillo mantém a segunda colocação, mas distante do líder, enquanto Adriana Accorsi e Wilder Morais disputam espaço em um patamar inferior.
Essa dispersão de candidaturas tende a favorecer quem já lidera, ao reduzir as chances de consolidação de um adversário direto.
Metodologia da pesquisa
O levantamento da Genial/Quaest foi realizado entre os dias 24 e 28 de abril de 2026, com 1.104 entrevistas presenciais em Goiás. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Os dados refletem o cenário atual da corrida eleitoral, mas, como toda pesquisa, representam um retrato do momento e estão sujeitos a mudanças ao longo da campanha.
Um cenário em construção
A pesquisa Quaest mais recente indica um favoritismo claro de Daniel Vilela na disputa pelo governo de Goiás em 2026. A combinação entre crescimento consistente, influência da gestão anterior e fragmentação da oposição cria um ambiente eleitoral favorável ao atual governador.
Ainda assim, o número expressivo de indecisos e o dinamismo típico das campanhas eleitorais indicam que o cenário permanece aberto a reconfigurações. Nos próximos meses, alianças políticas, estratégias de campanha e o debate público devem desempenhar papel decisivo na consolidação — ou eventual mudança — desse quadro.
