|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
Um avião de pequeno porte caiu e atingiu um prédio residencial no bairro Silveira, na região nordeste de Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira (4). O acidente deixou duas pessoas mortas e três feridas em estado grave, segundo informações do Corpo de Bombeiros.
De acordo com as autoridades, a aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha por volta das 12h16 e, poucos minutos depois, apresentou dificuldades ainda durante o voo. Imagens registradas mostram o momento em que o avião perde altitude e atinge a estrutura do edifício com violência.
As vítimas fatais seriam o piloto e o copiloto da aeronave. Os outros três ocupantes, todos do sexo masculino, foram socorridos com múltiplas fraturas e encaminhados ao Hospital João XXIII. As identidades ainda não foram divulgadas.
Impacto e desespero no local
O avião atingiu a área entre o terceiro e o quarto andar do prédio, na caixa de escada, e acabou caindo no estacionamento do imóvel. Apesar da gravidade do impacto, nenhum morador foi atingido. Todos foram retirados do edifício pelo Corpo de Bombeiros.
Moradores relataram momentos de pânico. Uma testemunha contou que o ambiente escureceu com a queda, seguido por estilhaços e forte cheiro de combustível. “Achei que tinha acabado o mundo”, disse uma residente.
Equipes do Corpo de Bombeiros, Samu, Polícia Militar e Defesa Civil atuaram rapidamente na ocorrência, que mobilizou diversas viaturas na região.
Investigação em andamento
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), iniciou a apuração das causas do acidente. Técnicos do SERIPA III foram acionados para coletar dados e preservar o local.
A Polícia Civil de Minas Gerais também abriu investigação para esclarecer as circunstâncias da queda. Os corpos das vítimas serão encaminhados ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette.
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave era um modelo EMB-721C, fabricado em 1979, com capacidade para até cinco passageiros. O avião não possuía autorização para operar como táxi aéreo.
O caso segue em investigação e gerou grande comoção na capital mineira.
