Governo Trump amplia pena de morte e resgata métodos de execução nos EUA
Foto Jim Lo Scalzo/EFE/EPA
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O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (24) a retomada da injeção letal em execuções federais e autorizou o uso do pelotão de fuzilamento como método para cumprimento da pena de morte. A medida foi divulgada pelo Departamento de Justiça, que afirmou estar cumprindo uma determinação do presidente Donald Trump para acelerar e ampliar a aplicação da punição máxima no país.

Em comunicado oficial, o procurador-geral interino Todd Blanche criticou a gestão anterior de Joe Biden e afirmou que o governo democrata falhou ao não aplicar penas severas contra “terroristas, assassinos de crianças e assassinos de policiais”.

Além da injeção letal e do fuzilamento, o Departamento de Justiça determinou que o sistema prisional federal esteja preparado para outros métodos já previstos em legislações estaduais, como a asfixia por gás nitrogênio e a eletrocussão.

A pena de morte nos Estados Unidos funciona de forma descentralizada, com regras diferentes em cada estado. Em 2025, por exemplo, a Carolina do Sul executou um condenado por fuzilamento devido à falta de medicamentos usados na injeção letal.

Em 2024, o Alabama realizou a primeira execução por asfixia com gás nitrogênio, método alvo de críticas internacionais. A ONU classificou a prática como potencialmente comparável à tortura devido ao sofrimento causado.

No fim de seu mandato, Biden comutou a pena de 37 dos 40 condenados no corredor da morte federal e havia suspendido execuções por injeção letal após estudos apontarem risco de dor intensa e sofrimento desnecessário.

A nova medida cumpre promessa de campanha de Trump, que já havia retomado execuções federais em seu primeiro mandato. Entre 2017 e 2021, 13 condenados foram executados após um intervalo de quase 20 anos sem execuções federais no país.

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