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Foto: Reprodução
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A icônica camisa 10 da Seleção Brasileira sempre carregou mais do que talento: exige protagonismo, leitura de jogo e capacidade de decidir. Contra a França, na derrota por 2 a 1, ficou evidente que essa herança ainda pesa — e muito — quando repousa nos ombros de Vinicius Jr.

O atacante até tentou ser participativo, buscou o jogo, chamou a marcação e insistiu nas jogadas individuais. Mas o velho “cisca daqui, cisca dali” pouco surtiu efeito diante de uma defesa bem postada, que praticamente anulou suas ações ofensivas durante os 90 minutos.

Faltou objetividade, faltou visão e, sobretudo, faltou impacto real no jogo. A camisa 10 não perdoa atuações tímidas ou previsíveis. Ela cobra decisões rápidas e efetivas, algo que Vinicius ainda não conseguiu entregar com consistência vestindo o uniforme da Seleção.

Enquanto isso, do outro lado, houve quem assumisse o protagonismo sem hesitar. A diferença de postura e eficiência ficou escancarada. Em jogos grandes, o camisa 10 precisa aparecer — não apenas tentar. E essa lacuna segue aberta no time brasileiro.

Sem Neymar nesta convocação, esperava-se que alguém ocupasse esse espaço técnico e simbólico. Não aconteceu. E, depois de mais uma atuação abaixo do esperado, cresce a percepção de que a ausência do principal talento criativo do país pesa mais do que se imaginava.

A realidade é dura, mas necessária: Vinicius Júnior é um grande jogador, decisivo em clubes, mas ainda distante do que se espera da lendária 10 do Brasil. E, diante de tudo isso, a presença de Neymar, pela qualidade técnica, segue sendo indiscutível.

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