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O bombeiro militar Ednei Antonio Vieira foi condenado a 85 anos, 8 meses e 29 dias de prisão por matar a ex-namorada e os dois filhos dela em Apiaí, no interior de São Paulo. A sentença, divulgada nesta quinta-feira (26), também determina o pagamento mínimo de R$ 1 milhão por danos morais aos herdeiros das vítimas.

O crime aconteceu em 16 de maio de 2024, quando o acusado invadiu a casa da professora Josilene Paula da Rosa, de 39 anos, e matou ela e os filhos, Arthur, de 12 anos, e Gabriel, de 20. De acordo com a Polícia Civil, o homicídio foi motivado pela não aceitação do fim do relacionamento por parte do bombeiro.

As investigações apontaram que, mesmo de folga, Ednei foi até o quartel sob o pretexto de retirar o nome da escala de serviço. No local, pediu a um colega que guardasse potes de açaí para conseguir ficar sozinho na sala onde estava a arma. Em seguida, furtou a pistola, o carregador e 15 munições, utilizadas no crime.

Segundo relatório da 4ª Auditoria Militar do Estado de São Paulo, após o furto do armamento, o acusado foi até a residência da vítima e efetuou os disparos que resultaram nas três mortes. O caso foi julgado em júri popular na quarta-feira (25), quando foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório do réu.

A pena foi definida com base em três condenações por homicídio qualificado e uma por furto. Foram 28 anos pela morte da ex-namorada, com agravantes por se tratar de crime contra mulher e cometido na presença dos filhos; 35 anos pela morte do filho mais novo, menor de 14 anos, e com objetivo de assegurar a impunidade; e 21 anos pela morte do filho mais velho, também com a mesma motivação. Pelo furto da arma, a pena foi de 1 ano, 8 meses e 29 dias de reclusão, além de multa.

Nos três homicídios, foram considerados motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas e emprego de arma de fogo de uso restrito. A juíza Larissa Leal Elias Lamblet, da Vara Única de Apiaí, determinou o cumprimento imediato da pena em regime fechado e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade.

Além da prisão, o condenado deverá arcar com custas processuais e indenização mínima de R$ 1 milhão aos herdeiros das vítimas. Na decisão, a magistrada destacou que o valor se justifica pelo “extermínio de um núcleo familiar inteiro”.

A sentença também decretou a perda do cargo de bombeiro militar, considerando a gravidade dos crimes e o uso indevido de arma da corporação.

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