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O custo de vida médio do brasileiro está estimado em R$ 3.520 por mês, segundo pesquisa divulgada pela Serasa em parceria com o Instituto...
Créditos: Imagem ilustrativa/Pixabay
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O custo de vida médio do brasileiro está estimado em R$ 3.520 por mês, segundo pesquisa divulgada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box. O levantamento aponta que sete em cada dez brasileiros perceberam aumento nas despesas ao longo dos últimos 12 meses.

O estudo considerou gastos com moradia, contas recorrentes, supermercado, transporte, saúde, educação, lazer, alimentação, compras em geral e serviços pessoais. Os dados revelam que o peso dessas despesas varia significativamente entre as regiões do país e também entre capitais, regiões metropolitanas e cidades do interior.

Entre as regiões brasileiras, o Sul apresentou o maior custo médio mensal, estimado em R$ 3.940. Já o Nordeste registrou o menor valor, com média de R$ 2.760. Segundo especialistas, essas diferenças refletem variações econômicas e de preços locais.

Nas grandes capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro, o custo de vida tende a ser mais elevado, principalmente devido ao mercado imobiliário e ao valor dos serviços. Dados da plataforma Wise indicam que o índice de custo de vida da capital paulista chegou a 33,6 em 2025.

De acordo com especialistas, uma pessoa precisaria receber entre R$ 5 mil e R$ 7 mil líquidos por mês para viver com maior conforto em grandes centros urbanos. Outros estudos apontam valores semelhantes: a plataforma TheLatinvestor estima que uma renda entre R$ 3.900 e R$ 5.210 pode ser suficiente para cobrir despesas essenciais de quem mora sozinho em cidades maiores.

Já em capitais de médio porte ou regiões metropolitanas menores, um salário entre R$ 3 mil e R$ 4 mil tende a permitir uma vida mais equilibrada, com custos mais controlados.

Supermercado, contas e moradia concentram maiores despesas

Entre os principais gastos mensais do brasileiro, o supermercado aparece com média nacional de R$ 930 por mês. No Sul, esse valor chega a R$ 1.110, enquanto no Nordeste fica em R$ 780. Em São Paulo, o gasto médio com alimentação em casa alcança R$ 1.070.

As contas recorrentes — que incluem água, energia elétrica, internet e serviços de streaming — somam cerca de R$ 520 mensais no país. O maior valor foi registrado no Centro-Oeste, com média de R$ 590. Em São Paulo, o gasto médio nesse grupo chega a R$ 560.

Nos gastos com moradia, que incluem aluguel, condomínio ou financiamento, a média nacional é de R$ 1.100 por mês. No Sul, o custo médio sobe para R$ 1.310, enquanto no Nordeste fica em torno de R$ 800.

Outras despesas também pesam no orçamento familiar. O brasileiro gasta em média R$ 350 por mês com transporte, valor que chega a R$ 410 no Sul e recua para R$ 270 no Nordeste.

Já os gastos com saúde e atividade física atingem cerca de R$ 540 mensais. As despesas com lazer somam, em média, R$ 340 por mês. No campo da educação, o brasileiro gasta aproximadamente R$ 620 mensais, com o Sudeste registrando o maior valor, de R$ 730.

Mudança de cidade não é prioridade para maioria

Apesar das diferenças de custo de vida entre regiões, mudar de cidade para reduzir despesas ainda não está nos planos da maior parte da população. A pesquisa indica que apenas um em cada dez brasileiros considera essa possibilidade em 2026.

O levantamento também aponta que supermercado, contas recorrentes e moradia concentram cerca de 57% das despesas mensais. Mesmo assim, apenas 19% dos entrevistados afirmaram considerar fácil administrar os pagamentos e gastos do dia a dia.

Os dados reforçam que, em muitos casos, o custo médio mensal ainda supera o salário mínimo projetado, o que evidencia a importância do planejamento financeiro e do controle de despesas para evitar o endividamento.

A pesquisa entrevistou 6.063 brasileiros entre os dias 22 de dezembro e 6 de janeiro. A margem de erro é de 1,2 ponto percentual. Nos cálculos dos valores médios mensais foram considerados apenas os entrevistados que declararam possuir cada tipo de despesa em seu orçamento.

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