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Política – Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) foram eleitos senadores por São Paulo nas eleições deste domingo (4). O resultado foi confirmado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) durante a noite.
Com praticamente todas as urnas apuradas, Derrite terminou na primeira colocação, com 13.271.916 votos, enquanto André do Prado recebeu 12.701.161 votos.
Simone Tebet (PSB) ficou em terceiro lugar, com 8.342.013 votos, seguida por Marina Silva (Rede), que recebeu 7.861.529 votos.
Disputa pelo Senado foi marcada por equilíbrio
A eleição para as duas cadeiras do Senado em São Paulo foi uma das disputas mais acirradas do estado durante a campanha.
Derrite e André do Prado tiveram o apoio do governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). As candidaturas de Simone Tebet e Marina Silva, por outro lado, foram associadas ao campo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As pesquisas realizadas ao longo da campanha apontaram alternância entre os candidatos na liderança.
Nos levantamentos da Quaest, Derrite apareceu à frente na maior parte das pesquisas. Já o Datafolha indicou Marina Silva na primeira colocação em três dos quatro levantamentos realizados pelo instituto. Na pesquisa divulgada na véspera da eleição, Derrite assumiu a liderança.
Derrite chega ao Senado após passagem pela Segurança de São Paulo
Guilherme Derrite construiu sua carreira política ligada principalmente à área da segurança pública.
Antes de disputar o Senado, ocupou o cargo de secretário da Segurança Pública de São Paulo durante a gestão de Tarcísio de Freitas. Também exerceu mandato como deputado federal.
Na campanha, Derrite defendeu uma atuação mais rígida na área de segurança e apresentou sua candidatura como parte de uma bancada alinhada ao campo conservador.
Com a vitória, ele deixa a disputa pela Câmara dos Deputados para assumir uma cadeira no Senado Federal a partir da próxima legislatura.
André do Prado também é eleito
André do Prado, do PL, foi o segundo candidato mais votado na disputa e garantiu a outra vaga destinada a São Paulo.
Presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Prado recebeu apoio de Tarcísio de Freitas e de Flávio Bolsonaro durante a campanha.
Sua candidatura também foi alvo de críticas de Ricardo Salles (Novo), que disputou inicialmente uma das vagas e chegou a questionar o posicionamento político de Prado.
Salles desistiu da candidatura seis dias antes da votação e, na reta final, declarou apoio a Derrite e André do Prado.
Disputa também dividiu o campo conservador
A corrida pelo Senado provocou divergências dentro do próprio campo político de direita em São Paulo.
Ricardo Salles manteve sua candidatura durante boa parte da campanha e fez críticas públicas a André do Prado, afirmando que o presidente da Alesp não representava o setor mais conservador do eleitorado.
A disputa chegou à Justiça Eleitoral. O TRE-SP aplicou multas a Salles por propaganda eleitoral antecipada e pela divulgação de conteúdos considerados depreciativos ou falsos contra Prado.
Poucos dias antes da eleição, Salles retirou sua candidatura e passou a apoiar os dois candidatos que acabaram eleitos.
Marina Silva e Simone Tebet ficam fora do Senado
Marina Silva e Simone Tebet terminaram a eleição na terceira e quarta colocações, respectivamente.
As duas candidatas foram associadas ao grupo político do governo federal durante a campanha e enfrentaram críticas dos adversários por terem nascido fora de São Paulo.
Marina é natural do Acre, enquanto Simone Tebet nasceu em Mato Grosso do Sul. Os adversários utilizaram a origem das duas para questionar a relação delas com o eleitorado paulista.
A eleição, no entanto, terminou com as duas vagas ocupadas por candidatos apoiados pelo campo político ligado ao governo estadual.
Nova representação paulista no Senado
Guilherme Derrite e André do Prado assumirão os mandatos de senador na próxima legislatura e passarão a representar São Paulo no Senado Federal.
A chegada dos dois ao Congresso também amplia a presença de políticos alinhados ao governador Tarcísio de Freitas na representação paulista em Brasília.

