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Brasil – A Polícia Civil do Ceará investiga o envio de um explosivo escondido dentro de uma caixa de bombons destinada à filha de João Paulo Silva, presidente do Ceará Sporting Club. O artefato foi entregue na tarde de quinta-feira (25), na escola de teatro frequentada pela jovem, acompanhado por flores e mensagens com ameaças.
Segundo o presidente do clube, o pacote continha um explosivo disfarçado de presente e trazia os dizeres “Fora JP” e “Safado”. O caso mobilizou equipes das polícias Civil e Militar, que foram acionadas logo após a descoberta do material.
Polícia investiga autoria das ameaças
Até o momento, nenhum suspeito foi identificado. A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) informou que investiga o crime de ameaça ocorrido no bairro Joaquim Távora, em Fortaleza.
Além da apuração inicial, um inquérito foi instaurado pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), responsável por investigar crimes de maior complexidade e identificar os envolvidos.
Presidente relata histórico de ataques à família
Em publicação nas redes sociais, João Paulo Silva afirmou que este não foi um episódio isolado e que sua família já foi alvo de outros crimes semelhantes.
O Ceará Sporting Club também divulgou uma nota oficial repudiando o atentado e manifestando solidariedade ao presidente e seus familiares.
Segundo o clube, “não é a primeira vez que o presidente e sua família são alvos de ações dessa natureza”. A nota acrescenta que o futebol não pode servir de justificativa para crimes como ameaça, perseguição, injúria, exposição da vida privada e atos que coloquem pessoas em risco.
Caso ocorre em meio à pressão sobre a diretoria
O envio do explosivo acontece em um momento de forte pressão política e esportiva sobre a gestão de João Paulo Silva. Nas últimas semanas, torcedores e integrantes da oposição ao atual mandato realizaram manifestações contra a administração do clube.
No fim de maio, um protesto em frente à sede do Ceará terminou em confusão e exigiu a intervenção da Polícia Militar. Dias depois, o Ministério Público classificou os atos como incitação à violência e desordem pública, o que resultou em punições às torcidas organizadas envolvidas e na suspensão de outros cinco torcedores, incluindo conselheiros do clube e líderes da oposição.
As investigações seguem em andamento para identificar os responsáveis pelo envio do explosivo e esclarecer as circunstâncias do crime.

