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Brasil – Uma operação conjunta entre Brasil e Peru resultou na apreensão de cerca de 14 toneladas de drogas na região da Amazônia, considerada uma das principais rotas do tráfico internacional na América do Sul. A ação ocorreu na fronteira próxima ao Vale do Rio Javari, no Amazonas, e também em território peruano.
A ofensiva faz parte da Operação Ágata Amazônia 2026 e da Operação Espelhada, que reúnem forças militares e policiais dos dois países no combate ao narcotráfico e a crimes transfronteiriços.
Segundo as autoridades, a maior apreensão aconteceu às margens do rio Javari, em território peruano, onde militares localizaram aproximadamente 14 toneladas de maconha do tipo “skunk”, conhecida pelo alto teor de THC.
Operação encontrou armas e estrutura do tráfico
Além das drogas, os agentes encontraram armas de uso restrito e equipamentos utilizados por organizações criminosas. Entre os materiais apreendidos estavam:
- quatro espingardas calibre .22;
- um fuzil Micro Galil calibre 5,56 mm;
- uma submetralhadora Micro Uzi calibre 9 mm;
- munições de diversos calibres;
- coletes balísticos.
As operações contaram com participação das Forças Armadas brasileiras, incluindo Marinha, Exército e Força Aérea, além de agentes antidrogas do Peru e tropas da Brigada de Selva peruana.
Laboratório de cocaína foi destruído
Durante outra etapa da operação, realizada no dia 5 de maio, equipes localizaram e desativaram um laboratório clandestino de processamento de cocaína instalado no Igarapé Recreo, em território peruano próximo à fronteira brasileira.
No local, os agentes apreenderam:
- 1,5 tonelada de cloridrato de cocaína líquida;
- 800 quilos de folhas de coca;
- uma tonelada de folhas trituradas;
- trituradora industrial;
- produtos químicos usados no refino da droga;
- combustível e armamentos.
Segundo as autoridades, a estrutura era utilizada para transformar matéria-prima em cocaína destinada ao tráfico internacional.
Região amazônica é estratégica para facções
A região do Vale do Rio Javari é considerada estratégica para o narcotráfico devido à extensa área de floresta e à dificuldade de fiscalização permanente. Facções criminosas utilizam rios e rotas clandestinas para transportar drogas produzidas em países vizinhos até grandes centros e portos brasileiros.
As Forças Armadas afirmaram que a operação representa um duro golpe contra organizações criminosas que atuam na Amazônia e reforçaram que novas ações devem continuar ao longo do ano para tentar enfraquecer a logística do tráfico na fronteira.

