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Um menino de 8 anos morreu após dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Cubatão, no litoral de São Paulo, com diversas lesões pelo corpo. O caso ocorreu na noite de sexta-feira (1) e foi registrado como homicídio pela Polícia Civil, que investiga suspeita de maus-tratos.
A vítima, Arthur Kenay Andrade de Oliveira, chegou à unidade de saúde, no bairro Jardim Casqueiro, em parada cardiorrespiratória. Segundo a Secretaria de Saúde de Cubatão, a equipe médica tentou reanimá-lo, mas o garoto não resistiu e teve a morte constatada no local.
Durante o atendimento, os profissionais identificaram sinais de agressão, como lesões no pescoço e lábio, além de hematomas e manchas roxas em diversas partes do corpo, incluindo abdômen, tórax, dorso, pernas e nádegas. Diante dos indícios, a Polícia Militar foi acionada.
Versões contraditórias
A mãe do menino, de 24 anos, apresentou versões diferentes sobre o ocorrido. Inicialmente, ela afirmou que estava em casa, no bairro Cidade Náutica, em São Vicente, com o companheiro e o filho. Segundo o relato, o menino foi tomar banho após uma ordem do padrasto, momento em que ela teria cochilado por cerca de 10 minutos. Ao acordar, encontrou a criança caída no banheiro e o homem já não estava no local.
Ela disse ter levado o filho até a UPA com a ajuda de um motorista de aplicativo e afirmou não saber o nome completo do companheiro, conhecido apenas pelo apelido de “Fuzil”.
Policiais foram até o imóvel indicado pela mulher e encontraram sinais de limpeza recente. A porta precisou ser arrombada e, dentro da máquina de lavar, havia panos utilizados na limpeza. Vizinhos relataram que o padrasto deixou o local em um carro prata.
Posteriormente, na delegacia, a mulher apresentou uma nova versão. Desta vez, afirmou que estava em um salão de beleza quando o companheiro chegou com a criança já desfalecida no carro. Segundo ela, os dois seguiram juntos até a UPA, mas o homem não explicou o que havia ocorrido. A versão foi confirmada pela dona do estabelecimento onde a mulher estava.
Morte do suspeito
O padrasto da criança, identificado como Luan Henrique Silva de Almeida, de 31 anos, conhecido como “Fuzil”, morreu após ser baleado em Praia Grande, no sábado (2).
De acordo com a Polícia Civil, ele foi atingido inicialmente no braço no bairro Ribeirópolis e socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Durante o atendimento, ainda dentro da ambulância, um homem abordou o veículo, forçou a abertura das portas e efetuou novos disparos contra Luan, que não resistiu aos ferimentos. O autor do crime fugiu. O caso segue sob investigação das autoridades.
