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Brasil – A morte de um dos investigados no caso que apura os maus-tratos e a morte do chamado “Cão Orelha” adiciona um novo capítulo a uma investigação ainda inconclusa em Florianópolis. Tony Marcos de Souza, de 52 anos, morreu na madrugada desta segunda-feira (13), segundo confirmação da família.
Ele havia sido indiciado por suposta coação de testemunha no processo que apura o caso, que ganhou grande repercussão no estado.
Morte foi causada por infarto, segundo família
De acordo com informações repassadas pelo advogado da família, Tony Marcos de Souza sofreu um infarto durante a madrugada, na capital catarinense. O óbito foi confirmado pouco depois.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre velório e sepultamento.
Investigado era ligado a adolescente envolvido no caso
Tony era tio de um dos adolescentes que inicialmente estavam entre os investigados pela morte do animal. Ele e outros dois adultos foram indiciados por suspeita de tentar interferir no andamento das investigações.
As acusações envolvem supostas tentativas de coação contra uma testemunha considerada importante para o caso.
Polícia aponta tentativa de interferência em depoimentos
Durante o inquérito, a Polícia Civil identificou indícios de que familiares de um dos adolescentes teriam tentado pressionar o porteiro de um condomínio, que possuía uma imagem potencialmente relevante para a investigação.
A suspeita é de que os envolvidos tenham tentado influenciar o depoimento do vigilante, o que levou ao indiciamento por coação.
Esses fatos passaram a ser investigados em um procedimento separado do inquérito principal sobre a morte do animal.
Ministério Público apontou conflitos após repercussão do caso
Segundo entendimento preliminar do Ministério Público, os conflitos envolvendo os adultos ocorreram dias após os maus-tratos ao animal e teriam sido motivados por desentendimentos pessoais e pela repercussão do caso nas redes sociais.
Elementos como imagens, vídeos e depoimentos foram reunidos durante a apuração, mas ainda não foram considerados suficientes para uma conclusão definitiva.
Caso Cão Orelha segue em investigação
Mesmo após a conclusão inicial do inquérito, o Ministério Público de Santa Catarina solicitou novas diligências à Polícia Civil no último dia 9 de abril.
O pedido indica a existência de lacunas e inconsistências nas informações já reunidas, o que exige aprofundamento das investigações.
Entre as medidas solicitadas estão a reavaliação de provas e a coleta de novos elementos que possam esclarecer contradições identificadas ao longo do processo.
A morte de um dos indiciados ocorre em meio a um cenário de incertezas sobre o caso Cão Orelha, que ainda não teve suas responsabilidades totalmente definidas.
Com a investigação em andamento e novas diligências solicitadas, o desfecho do caso segue em aberto, enquanto autoridades buscam respostas mais consistentes sobre os fatos.
